Foi concluída nesta quarta-feira (30) a limpeza dos azulejos da Igrejinha da Pampulha, que apareceu pichada na segunda-feira (21). O processo, que começou na última quinta-feira (24) durou três dias de trabalho in locco, além do tempo de análise e planejamento.

Os restauradores Wagner Matias de Sousa e Denise Camilo, com cerca de 25 anos de experiência na área, foram os responsáveis pelo trabalho. Segundo Wagner, a olho nú já é possível afirmar que a limpeza está concluída. Contudo, será utilizado um microscópio eletrônico cedido pela Universidade Federal de Minas Gerais para garantir que os danos a nível microscópio também sejam reparados.

"Iremos seguir fazendo o monitoramento para garantir que a limpeza foi feita por completo", explicou.

O processo de limpeza custou R$ 8 mil aos cofres públicos.

Parte do Complexo Arquitetônico da Pampulha (que em julho próximo poderá ser reconhecida como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco) a capela teve os painéis externos - que têm assinatura de Cândido Portinari - depredados. O templo é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

A reportagem do Hoje em Dia entrou em contato com a Fundação Municipal de Cultura para saber sobre os resultados e as medidas de segurança que serão adotadas no local e ainda não teve resposta.

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A Polícia Civil identificou o suspeito de pichar a Igrejinha da Pampulha. O rapaz, de 25 anos, confessou à corporação o ato de vandalismo. Como justificativa disse que teria planejado um suposto protesto contra a situação da barragem que se rompeu em Mariana, na região Central. Outras pichações feitas por ele também foram identificadas.

Conforme a polícia, ele será indiciado por dano ao patrimônio público. A pena é de seis meses a um ano de prisão. Ele foi ouvido e liberado. A Polícia Civil chegou até o autor a partir de pistas deixadas nas redes sociais. Os investigadores identificaram pichações com as mesmas características das encontradas na capela.