Com mais de 1,6 milhão de trotes registrados no passado, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais tiveram um gasto superior a R$ 2,4 milhões.

Na Polícia Militar, estima-se que cerca de 20% dos acionamentos via telefone sejam falsos. De acordo com o sargento Luciano Fernandes, do Centro Integrado de Comunicações Operacionais (CICOp), da PM, os trotes acontecem, normalmente, entre 17h e 23h, por crianças e jovens com idade entre 7 a 23 anos. “A maioria das ligações é feita em dias úteis. Durante o período escolar os registros ficam ainda mais incidentes”, afirma.

Já no Corpo de Bombeiros, cerca de 25% das ligações recebidas são de ocorrências falsas. Segundo a corporação, a maior incidência de trotes é no período de 14h às 21h, e normalmente aplicados por crianças entre 5 e 12 anos.

Além do tradicional trote pelo telefone, a ampliação do uso das mídias sociais e telefones móveis pelas polícias, abriram mais espaço para a prática. No entanto, nada passa impune na internet. Os casos são monitorados e investigados pela identificação do endereço de IP, presente em todos os dispositivos móveis e computadores.

Assim é possível punir os autores na categoria de crimes virtuais. Ao passar trotes, os responsáveis podem ser responsabilizados por injúria, difamação e calúnia, com pena prevista de três meses a um ano de prisão e multa.

Campanha

A Polícia Militar fará, a partir de março, a campanha "Amiguinhos do 190", visando orientar alunos de escolas públicas e privadas sobre as consequências do trote por meio de apresentações teatrais e musicais, com linguagem adaptada. As peças são baseadas em casos reais vividos por militares.
 
Prejuízos

O deslocamento de uma aquipe de policiais ou bombeiros por causa de um trote, além de gerar custos, pode atrasar ou impedir o atendimento de um caso real. Além disso, as corporações pedem que, para pedir informações sobre o número de outros órgãos públicos, a população consulte o serviço de lista telefônica, evitanto ocupar um atendente.