Pela primeira vez, recursos arrecadados com multas ambientais serão aplicados pela sociedade civil em projetos que beneficiam o meio ambiente de Belo Horizonte. Quatro iniciativas inovadoras foram aprovados pela prefeitura, que, nessa quinta (17), assinou convênio para liberação de R$ 650 mil. Apenas uma proposta partiu de entidade pública.

A criação de três muros verdes em prédios dos centros culturais do Barreiro, Venda Nova e da região Centro-Sul está entre as ideias que receberam apoio do Executivo.

Bióloga e professora do UniBH, Thaís Aguilar explica que a sugestão partiu dos próprios alunos da faculdade.

“Sobre o muro de concreto, fixaremos um suporte com diversos tipos de plantas, como trepadeiras. Na armação já estará integrado um sistema para irrigação”. Além de trazer verde para a área urbana, o projeto também embeleza a cidade e evita pichações.

Quem olhar o lado oposto do muro encontrará outra surpresa: um jardim vertical com plantas com efeitos terapêuticos. A expectativa é disponibilizar mudas desse jardim para a comunidade.

O aproveitamento de podas feitas nos parques da Fundação Zoo-Botânica – Zoo, Jardim Botânico e Parque Ecológico – é mais uma proposta que beneficiará o meio ambiente. Hoje, apenas o esterco de herbívoros é utilizado na compostagem, segundo a bióloga da entidade, Maria Guadalupe Carvalho.

“Iremos enriquecer esse adubo orgânico e reaproveitá-lo nas áreas verdes da Fundação”. Os benefícios da prática são maiores do que isso. “Economizaremos no transporte desse material para o aterro sanitário”.

Caso a ideia seja bem-sucedida, a bióloga não descarta a possibilidade de que o projeto seja ampliado a toda a cidade.

Iniciativas que propõem a castração de animais por um baixo custo e de educação ambiental entre moradores das microbacias do rio das Velhas também receberão apoio da prefeitura.