Quatro homens e um adolescente são suspeitos de envolvimento do assassinato do radialista Luiz Manoel de Souza, 48 anos. O crime aconteceu no último dia 7, em Ubá, na Zona da Mata mineira. Os cinco foram detidos nesta quinta (17) pela Polícia Civil.

A vítima foi morta com diversos tiros no distrito de Córrego dos Braguinhas, zona rural de Ubá, após sofrer uma perseguição pelas ruas da cidade. Luiz era locutor das rádios Cultura de Visconde do Rio Branco e Educadora FM 94,5 de Ubá.

De acordo com a PM, uma testemunha avisou aos militares que o carro do radialista estava sendo atingido por tiros efetuados por um homem que estava a pé e outro que estava de carona numa caminhonete.

Ainda conforme a pessoa que denunciou o crime, a vítima conseguiu dar ré e deixar o local, mas os criminosos acertaram um tiro no pneu do carro. Ele tentou fugir a pé e acabou sendo atingido por vários tiros.

Outra testemunha informou aos policiais que depois de ouvir o barulho, encontrou o carro da vítima em frente a sua casa e verificou que Luiz Manoel já estava morto.

Investigação

Os autores teriam cometido o crime por vingança, por atribuírem a ele a morte de um rapaz de 23 anos, assassinato dois dias antes, no município de São Geraldo, também na Zona da Mata.

De acordo com o delegado de Investigação de Homicídios de Ubá, Rafael Gomes, três dos presos confessaram que já durante o enterro do amigo eles teriam começado a planejar a execução do radialista.

Os levantamentos revelaram que o radialista e o rapaz assassinado tinham um relacionamento homoafetivo e que teriam se desentendido nos dias que antecederam a morte do rapaz.

Quando foi visto com vida pela última vez, o rapaz dizia que tinha sido chamado para um encontro com o radialista e que receberia dele, na ocasião, uma moto e uma quantia em dinheiro.

Sangue

O corpo de jovem foi encontrado caído, só de cuecas, com quatro tiros disparados à queima roupa (um na cabeça, um no ouvido, um no braço e um nas costas), na localidade denominada Sítio Ribeirão Vermelho, no mesmo dia.

Uma mancha de sangue, localizada pela Polícia Civil no carro do radialista, está sendo submetida a análise, para verificar se o DNA é compatível com o do rapaz.

Já a execução do radialista contou com a participação de um amigo em comum entre dos dois, que marcou um encontro com o radialista alegando que entregaria a ele alguns objetos pessoais do companheiro.

Atualizada às 19h40