Os técnico-administrativos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet),  do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG) e da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) vão continuar de greve. A decisão foi tomada, nesta sexta-feira (25), durante a  Assembleia de Greve Unificada, comandada pelo Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Federais de Ensino (Sindifes). Mais de 400 servidores participaram da assembleia, que também foi transmitida pela internet.

A greve já dura mais de 120 dias nas instituições. A categoria reivindica aumento salarial, fim dos cortes no orçamento da educação, extinção do fator previdenciário e melhores condições de trabalho.

No último dia 18 de setembro, os servidores aceitaram a proposta de reajuste do Governo. No entando, de acordo com o sindicato, a greve vai continuar até que seja assinado o acordo, que deve ocorrer na proxima terça-feira (29).

A greve dos servidores conta com a adesão de cerca de 70% da categoria. A reivindicação inicial da categoria era de 27,3% de recomposição salarial, refente às perdas inflacionárias entre 2011 e 2016. "Entendemos que, pela crise política pela qual o país passa atualmente, não teria como arrancar nada mais do que o proposto pelo Governo. Por isso, decidimos aceitar", justificou a coordenadora-geral do sindicato, Cristina del Papa.