Após oito meses de atraso, as dez novas composições do metrô já têm data para entrar nos trilhos: 14 de setembro. Esse é o prazo necessário para que a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) conclua a última fase de testes do equipamento que, ao que tudo indica, deve começar ainda em agosto.
 
A CBTU não respondeu aos questionamentos do Hoje em Dia sobre o assunto. Mas, segundo o vice-presidente do Sindicato dos Metroviários, Romeu José Machado Neto, os novos veículos já devem circular junto aos antigos a partir da próxima segunda-feira. Porém, sem recolher passageiros nas plataformas.
 
“Esse é o último teste exigido pelos fabricantes antes de os trens entrarem em operação”, explicou ele, que trabalha na área de manutenção da CBTU.
 
Aliás, foi justamente por causa dessas imposições que, segundo Romeu, houve tanta demora para que os dispositivos fossem instalados. O primeiro cronograma divulgado desconsiderava a etapa de ajustes.
 
Maior capacidade
 
Uma das adaptações necessárias foi no sistema de sinalização que, hoje, só consegue atender a até 22 veículos de uma vez – 13 a menos que o total de equipamentos que a CBTU tem.
 
“Para resolver isso, as composições antigas serão acopladas uma a outra, passando a ter oito vagões, o que dobrará a capacidade de passageiros em cada viagem”, disse Romeu.
 
A assessoria de imprensa da CBTU não informou quantas pessoas conseguem ser carregadas, de uma vez, pelos trens atuais. Sabe-se, contudo, que os modelos novos poderão levar até 1,3 mil usuários por viagem. A promessa era elevar de 230 mil para 340 mil o volume de usuários transportados por dia.
 
A distância entre a linha do metrô e as estações também demandou ajustes. Não porque os novos dispositivos são maiores, mas por uma diferença no sistema de amortecimento que faz os equipamentos recém-adquiridos “balançarem” mais durante a frenagem. “Fizemos um ligeiro afastamento durante as madrugadas. Nem foi preciso interromper o serviço”.