A rivalidade entre gangues rivais terminou com a morte de um jovem de 23 anos, e com o indiciamento de um outro de 20, que teve seu mandado de prisão temporária cumprido na manhã desta quarta-feira (26). O jovem foi preso durante ação da equipe de policiais civis do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no bairro Olhos d’Água, na região do Barreiro de Belo Horizonte.
 
Investigações apontam que o suspeito preso pertencia a um grupo criminoso rival ao da vítima. Por ter fácil acesso a armas de fogo, o jovem de 20 anos chegou a fornecer armamento para que criminosos do Morro do Papagaio tentassem matar o rival. Em retaliação, o homem de 23, junto com um comparsa, tentou contra a vida do inimigo, que foi atingido por três disparos de arma de fogo, um nas costas e dois no braço. 
 
Depois do atentado contra sua vida, o suspeito mudou-se para Brasília de Minas, no norte do estado, onde ficou por um ano. Ao retornar, no final do ano passado, ele decidiu executar o rival, visto que não conseguiram chegar a um acordo de paz. 
 
A vítima foi morta a caminho de um bar, quando foi surpreendida pelo suspeito, que estava dentro de um carro. O veículo teria parado lateralmente à vítima, momento em que o rival disparou. Após ser atingida no abdômen, a vítima ainda conseguiu voltar para casa, onde ainda teve tempo de revelar a autoria do crime para familiares.
 
Rivais no crime
 
A vítima era investigada pela Delegacia Especializada em Homicídios Barreiro, em virtude do assassinato de um outro homem, em 2013. Levantamentos indicam que o crime foi motivado pela disputa por pontos de venda de drogas. Por esse homicídio, já havia mandado de prisão, que não chegou a ser cumprido em razão de sua morte.
 
O chefe da Divisão Especializada de Investigação de Crimes Contra a Vida (DICCV), Luiz Flávio Cortat, ressalta que ações estão sendo empreendidas pelo DHPP a fim de evitar constantes guerras entre gangues rivais e o julgamento pelo ‘tribunal do crime’. 
 
Contra o suspeito preso, constam registros de prisão por associação criminosa e porte de arma de fogo, além dos indiciamentos por tráfico de drogas, associação para o tráfico de drogas e porte de arma de fogo. O jovem de 20 anos irá responder por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e sem recurso de defesa para a vítima. 
 
(* Com PCMG)