A Polícia Civil indiciou três pessoas por furto qualificado e lavagem de dinheiro em Belo Horizonte. O prejuízo causado pelo grupo é avaliado em mais de R$ 800 mil para uma empresa de terraplanagem. O inquérito foi concluído na última sexta-feira (7) e apresentado nesta segunda-feira (10) à imprensa.
 
Os indiciados são um casal e o pai do acusado, conforme a  2ª Delegacia Especializada de Investigação de Crimes Cibernéticos (DICC). 
 
A investigação teve início em outubro de 2014, quando os administradores da empresa suspeitaram de valores irregulares emitidos por boletos eletrônicos. A polícia descobriu que, desde 2013, uma  mulher, ex-funcionária da empresa, transferia para sua conta corrente, por meio dos boletos falsos, valores que chegavam a mais de R$ 250 mil. 
 
As investigações apontaram também que a acusada transferia parte do dinheiro para seu marido. Com o dinheiro furtado, o casal quitou dívidas de cartões de crédito e comprou um veículo Honda Fit por R$ 70 mil. Para não gerar suspeitas, eles solicitaram ao pai do homem, que se passasse por dono do veículo.
 
A análise realizada pelo Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil concluiu que, no total, a mulher teria furtado R$ 844.663,62 com o golpe. A soma era quitada como títulos de cobrança falsificados pela ex-funcionária.  
 
Ao analisar os boletos falsos, o delegado responsável pela investigação, César Duarte Matoso, solicitou à Justiça a quebra do sigilo bancário do casal e confirmou as transações ilícitas. O automóvel também foi apreendido. 
 
De acordo com César Matoso, o fato da mulher ter trabalhado no setor de pagamentos da empresa e contar com a confiança dos administradores contribuiu para que o golpe não fosse descoberto logo de início. “Ela tinha profundo conhecimento do sistema de pagamentos da empresa e tinha habilidade para induzir os outros empregados ao erro”, disse.