Manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e outras entidades representativas de ocupações urbanas, que realizaram um primeiro ato na manhã desta quinta-feira (6), voltaram a protestar nesta tarde, no Centro de Belo Horizonte. O trânsito é caótico em função da manifestação.
 
Segundo a BHTrans, os manifestantes chegaram a fechar a avenida Amazonas a partir da rua do Tupinambás, no sentido Praça 7, por quase uma hora. Depois eles deixaram o trânsito fluir apenas por duas pistas. A retenção alcançar toda a região e chega até o Viaduto Leste, no Complexo da Lagoinha.
 
O ato é pacífico e a Polícia Militar acompanha de perto o movimento. Pela manhã, cerca de 70 manifestantes MTST e outras entidades protestaram, em vários pontos da cidade de Belo Horizonte.
 
Ocupações populares manifestam em vários pontos de Belo Horizonte
 
Protesto
 
O ato foi chamado de Jornada Nacional de Lutas da Resistência Urbana e envolve também outras cidades brasileiras. Ao todo, são nove Estados participantes, além de Minas Gerais: Rio grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Bahia, Pernambuco, Ceará, Pará, Roraima, mais o Distrito Federal.  Os manifestantes pedem o lançamento imediato do programa Minha Casa, Minha Vida-3, a regularização e urbanização de ocupações urbanas, contra qualquer remoção forçada "sem alternativa digna e prévia", e por uma reforma urbana efetiva, estrutural e popular.
 
O grupo, composto por integrantes das ocupações da região do Isidoro, no Norte da capital, além de outras comunidades, como a Maria Vitória, as Brigadas Populares, o Movimento de Luta nos Bairros, vilas e Favelas (MLB) e a Comissão Pastoral da Terra (CPT) estiveram na porta de uma agência da Caixa Econômica Federal, na Savassi, em BH, com intuito de exigir uma postura referente aos interesses e direitos de famílias dessas ocupações. Durante todo o dia eles vão circular em protesto pela cidade e parar em alguns pontos estratégicos.
 
Na pauta do grupo ainda estão a cobrança pela mudança e revisão no contrato da Caixa com a Prefeitura e a Direcional Engenharia, no Programa “Minha casa, Minha Vida” para a região do Isidoro, e benefício para as 8 mil famílias ali instaladas. Além disso, exigir o fim das desocupações sem alternativas dos ocupantes em Minas Gerais.
 
De acordo com nota divulgada à imprensa, os movimentos solicitam também à Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e à Companhia Urbanizadora e de Habitação de Belo Horizonte (URBEL), a abertura de um processo de negociação para solucionar o problema de moradia das famílias das ocupações Maria Guerreira e Vitória.