Os dois suspeitos de participação na morte de Aline Rosa da Silva, de 30, e da filha dela, de 3, foram indiciados por duplo feminicídio. O inquérito que apura o crime foi concluído e remetido à Justiça nesta segunda-feira (29). O crime aconteceu em Poços de Caldas, região Sul de Minas.
 
Nesta manhã, o delegado Cleyson Brene fez acareação entre Marcos Francisco Pedrilho, de 23 anos, e o pai de santo Carlos Henrique Ramos, de 35. O primeiro suspeito era marido da mulher e pai da criança, e confessou o crime.
 
Ele disse em depoimento que cometeu os assassinatos durante um ritual de magia negra e relatou, ainda, que foi incentivado pelo pai de santo. Pedrilho disse, também, que teria uma relação homossexual com Ramos, que ainda seria padrasto de Aline.
 
Além de finalizar o inquérito, o delegado solicitou a Justiça a prisão preventiva de Ramos, já que o suspeito está detido temporariamente. Os dois estão reclusos no Presídio de Poços de Caldas.
 
O caso
 
O crime que chocou Poços de Caldas, no Sul de Minas, aconteceu no dia 20 de junho. O principal suspeito de matar mãe e filha se apresentou à polícia horas após os homicídios. 
 
No primeiro momento, Marcos Francisco Pedrilho disse que tirou a vida da mulher e da filha após Aline falar que a menina não era filha dele. As vítimas foram encontradas deitadas, abraçadas e cobertas, como se estivessem dormindo.
 
"Contudo, afastamos a tese de crime passional. As vítimas não apresentavam sinais de defesa, de luta corporal. Além disso, no dia do crime, ele fez publicações no Facebook falando que amava a família", relatou o delegado.
 
Durante o interrogatório, conforme Cleyson, o homem mudou de versão. "Ele falou que era adepto de magia negra e ocultismo. Disse que os panos eram para que os espírito não saíssem dos corpos. Faltou, também, que uma pessoa teria o instigado a cometer o crime".