Minas Gerais irá desenvolver ações para o enfrentamento do racismo nas escolas públicas estaduais. O primeiro passo foi dado na última segunda-feira (23), com a assinatura de um acordo inédito entre o governo do Estado e a Secretaria de Políticas de Promoção à Igualdade Racial da Presidência da República (Seppir/PR). Na ocasião, também foi lançada a campanha “Afroconsciência: com essa história a escola tem tudo a ver”, que será promovida na rede estadual de ensino.

Uma comissão será criada na Secretaria de Estado de Educação (SEE) para articular as ações a serem desencadeadas a partir da assinatura do acordo. A capacitação de professores é um dos destaques. A proposta é que se tenha docentes aptos a ministrar o ensino da história da África e dos africanos – disciplina obrigatória nos currículos dos ensinos fundamental e médio desde 2003.


Aprendizado

Cerca de duas mil das 3.667 escolas estaduais já estão recebendo a síntese da coleção geral da história da África, que servirá de base para as ações didáticas. “A temática deve permear toda a sociedade brasileira, mas a escola não deve se omitir. Os alunos devem compreender a contribuição da população negra para a formação da sociedade”, frisou a secretária de Estado de Educação, Macaé Evaristo. A SEE também irá realizar um diagnóstico para identificar a forma como as relações etnicorraciais e a cultura afro-brasileira e africana são tratadas nas escolas. A partir dos dados, um estudo será feito para estabelecer ações complementares sobre o tema e que serão implementadas de 2016 a 2018.


MINISTÉRIO

A assinatura do acordo também contou com a presença da ministra Nilma Lino, da Seppir/PR. Cotada para ser uma das substitutas de Cid Gomes no Ministério da Educação, ela garantiu que nenhum convite formal foi feito pela presidente Dilma Rousseff.

“É mais uma campanha espontânea que surgiu na internet, e eu fico agradecida pelo reconhecimento que essas pessoas têm da minha trajetória profissional”, disse.