Foi solto nesta quinta-feira (12) o farmacêutico que vinha se passando por médico em Belo Horizonte. Caio Júlio César Garcia de Souza, de 57 anos, foi preso em flagrante em uma clínica, no último 4 de março, na rua dos Otoni, bairro Santa Efigênia, região Leste da capital. Desde então, ele estava no Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) Gameleira. O homem é suspeito de fazer inseminações artificiais em pacientes.
 
O falso médico iria ser apresentado nesta tarde à imprensa pela Polícia Civil (PC). No entanto, poucos instantes antes, a defesa conseguiu na Justiça um alvará de soltura por Souza ser réu primário e ter pago fiança no valor de R$ 2.626.
 
Porém, segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), para continuar em liberdade, o farmacêutico terá que cumprir a medida cautelar prevista no artigo 319, inciso VI do Código de Processo Penal. Dentre outras coisas, a medida prevê que o réu não pode sair da cidade e deverá se apresentar ao juízo quando for chamado. Caso a medida cautelar não seja obedecida, o suspeito poderá ter prisão preventiva decretada.
 
Relembre o caso
A polícia chegou ao falso médico após receber uma denúncia anônima de uma vítima. A mulher fez uma consulta em 21 de fevereiro e em 5 de março iria realizar o procedimento. Porém, desconfiada, ela fez buscas na internet pelo número do Conselho Regional de Medicina (CRM) apresentado pelo suposto médico.
 
Ao constatar que o número do CRM não existia, a vítima relatou o caso para o seu marido, um sargento da PM, que fez a prisão. “O suspeito ainda tentou subornar os militares oferecendo R$ 30 mil para que não fosse preso”, disse o cabo Eduardo Alves.
 
De acordo com o cabo, a mulher teria chegado a pagar R$ 7 mil para fazer a inseminação artificial. "Ao constatar que ele não era médico, ela pediu o dinheiro de volta e disse que iria desistir do procedimento", explicou.
 
A princípio, Souza, que, na verdade, é farmacêutico, negou as acusações, mas depois confessou que iria realizar o procedimento de inseminação artificial na mulher. "Eu iria fazer só desta vez pois eu precisava do dinheiro", afirmou o suspeito à reportagem do Hoje em Dia. Ele alegou ainda que fez um curso para realizar o procedimento.
 
*Com informações da repórter Sara Lira
 
Atualizada às 15h26.