Até onde a vista alcança, a paisagem é dominada pela seca. A terra batida, a vegetação retorcida pelo sol, o ar quente e sufocante estão ali, desde sempre, nos vales do semiárido mineiro. Nesse ambiente adverso, o povo sertanejo resiste, adapta-se ao meio. Permanecem apenas os mais fortes.
 
Ensaio de imagens de Ricardo Bastos, repórter-fotográfico do Hoje em Dia, retrata um pouco desse ambiente nada amistoso, mas que pode prosperar mesmo diante dos obstáculos. 
 
Em dois dias, ele percorreu três cidades do Vale do Jequitinhonha: Itinga, Jenipapo de Minas e Itaobim. Os registros, todos em preto e branco, ganham vida em uma máquina considerada antiquada: uma Nikon FM2, alimentada com a boa e velha película fotográfica. 
 
Bastos recorreu ao preto e branco para, como diz, dar mais dramaticidade às fotografias. “Resulta em um ensaio altamente realístico, remete a um tempo em que a construção de uma imagem era mais elaborada”, diz RB, como gosta de ser chamado.
 
Recentemente, o governo federal apresentou resultados de projetos de incentivo ao desenvolvimento econômico no sertão mineiro, iniciados há 11 anos em Itinga, Jenipapo de Minas e Itaobim. A região ganhou uma ponte sobre o rio Jequitinhonha e irrigação mecânica.