Há cinco anos, após sofrer um acidente de moto em uma trilha de Nova Lima, na Região Metropolitana, o administrador de empresas Victor Arcuri, de 30 anos, teve os dois fêmures fraturados ao ser prensado pelo veículo em uma vala.

O susto foi grande, mas a chegada do helicóptero dos Bombeiros, em menos de dez minutos, se tornou um alívio. “Quando vi a equipe chegar, pensei, estou salvo. Já achava o trabalho dos bombeiros legal, agora admiro ainda mais”, relembra, emocionado.

O resgate de Victor Arcuri é apenas um dos 3.500 casos de socorro feito pelo Batalhão de Operações Aéreas (Boa) do Corpo de Bombeiros, que na última quarta-feira (17) completou oito anos de atividades.

Durante a solenidade no Batalhão na Pampulha, autoridades e pessoas resgatadas pelas equipes comemoraram o trabalho da instituição. O serviço garante agilidade no atendimento da corporação em todo o Estado.

“Temos um médico que faz a triagem por telefone e avalia se há a necessidade de envio do helicóptero ao local”, explicou o comandante do Boa, tenente-coronel Cláudio Roberto de Souza.

Além de salvamento em casos de acidentes em geral, as aeronaves também são usadas para resgate em enchentes ou situações de afogamento nas lagoas e nos rios do Estado, transporte de pacientes de um hospital para outro, transporte de órgãos que serão doados e, na época de queimadas, para debelar o fogo.

Atualmente, o Batalhão conta com três helicópteros, duas aeronaves de pequeno porte e um efetivo de 45 militares.