Malas prontas para viajar, não fosse por um detalhe: levar ou deixar em casa o animal de estimação? Para os donos que escolhem a distância do pet, a solução pode estar em mantê-lo em um hotel especializado ou sob responsabilidade de um cuidador, sempre disposto a dar carinho e brincar com os bichos.

Nesses casos, manter a rotina dos animais não é tarefa fácil em períodos de férias e festas de fim de ano, mas ela precisa ser respeitada. “O gato e o cachorro sentem essa mudança porque alguns ficarão longe de casa e dos donos. É preciso avaliar o que menos impactará a vida do animal”, diz o veterinário Leonardo de Andrade.

Viajar com o pet ou deixá-lo em casa exige vários cuidados

Há dois anos, a pet sitter Fernanda Falci dedica-se aos cuidados com os pets. Visitas ao veterinário, atividades físicas regulares e brincadeiras são importantes para um bom atendimento durante a ausência do dono – coisas que os cães Cléo, Tim e Tina já sabem que terão durante a companhia dela. Há um ano, a arquiteta Fernanda Farage, de 33 anos, trocou o hotelzinho dos bichinhos pelo serviço. “No canil, eles ficavam presos o tempo todo e voltavam magros e tristes”, conta. A arquiteta afirma que o atendimento personalizado ajuda não somente no período de viagens, mas também quando os animais não podem ficar sozinhos por algum motivo. “Quando precisam de um controle com medicamentos ou vamos sair e ficamos muitas horas fora de casa”, complementa.

Mas não são apenas cães e gatos que contam com essa mordomia. A pet sitter Maitê Machado também oferece atendimento para jabutis e pássaros. “Sou responsável por cuidar da alimentação e até levar ao veterinário na ausência dos donos”, explica.

O atendimento privilegiado pode custar de R$ 35 a R$ 60 a hora. No hotelzinho especializado, o valor médio da diária é de R$ 70, além de o proprietário do bichinho ter que disponibilizar a ração utilizada na dieta do animal.

 

Viagens

Mas se a intenção é levar o bicho a tiracolo, é preciso avaliar se o estresse da viagem valerá a pena. “Tem que considerar as instalações do hotel e se a distância será desgastante para o animal”, observa a veterinária Júnia Menezes, do Hospital Veterinário da UFMG.

Em viagens internacionais, é preciso ficar atento às exigências de alguns países. Nos Estados Unidos, por exemplo, deve ser apresentado um laudo do veterinário comprovando a saúde do pet, que também deve portar um microchip.