Aproximadamente 300 médicos e enfermeiros fazem, nesta segunda-feira (20) e terça-feira (21), um treinamento para identificar mais rápido os sintomas da febre chikungunya, em Belo Horizonte. A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG) informou que o curso é uma das ações aplicadas com o objetivo de controlar a situação em Minas Gerais. O Estado está em alerta devido ao aparecimento de novos casos de pessoas com suspeita de ter adquirido a doença. Dois casos já foram confirmados em Minas. Outras 10 suspeitas estão sendo analisadas pela SES.
 
O primeiro foi em Matozinhos, 13 de outubro. Nesta segunda-feira (20), foi confirmado que uma mulher, de 34 anos,  moradora de Coronel Fabriciano, no Vale do Rio Doce, está com a doença. Os sintomas começaram a aparecer em 8 de outubro. A Fundação Ezequiel Dias em Minas Gerais (Funed) confirmou a infecção. A suspeita é que a paciente tenha adquirido a doença na Venezuela. Apesar da fase aguda da doença, a paciente foi liberada para continuar o tratamento em casa depois de ter sido medicada por uma infectologista.
 
Segundo a SES, os 10 pacientes suspeitos de estar com a febre chikungunya são das cidades de Montes Claros, Contagem, Belo Horizonte, Viçosa, Pitangui, Ipatinga, Lavras e Varginha. Deram negativo os exames feitos em pacientes de Mato Verde, Itaúna, Alfenas e Santo Antônio do Monte.
 
 
Chikungunya
 
A Febre Chikungunya é transmitida pelo mosquito da dengue, o Aedes aegypti. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES) a infecção pelo vírus Chinkungunya provoca febre alta, dor de cabeça, dores articulares e dores musculares. O período médio de incubação da doença é de três a sete dias, podendo variar de 1 a 12 dias. Não existe tratamento específico nem vacina disponível para prevenir a infecção por esse vírus.
 
A doença pode se manifestar de forma aguda, subaguda e crônica. Em sua fase aguda, os sintomas aparecem de forma brusca, com febre alta, cefaleia, mialgia e artralgia. Os sintomas costumam persistir por 7 a 10 dias, mas a dor nas articulações pode durar meses ou anos e, em certos casos, converter-se em uma dor crônica incapacitante para algumas pessoas.
 
A prevenção é o combate a proliferação dos mosquitos Aedes aegypti e o Aedes albopictus, os mesmos transmissores da dengue. A SES informou que já está adotando todos os procedimentos de vigilância necessários.
 
 
Cuidados
 
A SES ressalta ser fundamental a participação ativa da população em manter os cuidados para evitar a proliferação dos mosquitos causadores tanto da dengue, quanto da Chikungunya. Apesar do período de estiagem, é recomendado não deixar a água parada, principalmente limpa, em qualquer tipo recipiente.
 
 

Alerta para epidemia da Febre Chikungunya