Trabalhadores dos serviços de Urgência e Emergência da Rede Municipal de Saúde realizaram um ato de protesto nesta segunda-feira (21), contra o atraso no vale-refeição. O grupo alega que está há mais de 20 dias sem receber o benefício e que "várias datas limites para o pagamento foram definidas ao longo do mês de julho entre a SMSA e o Sindibel. No entanto, a secretaria descumpriu todos os prazos".
 
Os funcionários esticaram faixas no horário do almoço, nas unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) Norte e Barreiro e no Centro de Referência em Saúde Mental (CERSAM) Oeste. Marmitas também foram entergues aos profissionais pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Belo Horizonte (Sindibel)  
 
O protesto durou cerca de uma, mas não houve paralisação das atividades, de forma que os serviços não foram prejudicados. Dados do Sindibel apontam que Belo Horizonte conta, atualmente, com 800 trabalhadores no setor de Urgência e Emergência. 
 
Uma reunião com o Secretário Municipal de Saúde, Fabiano Pimenta, havia sido marcada para esta segunda-feira (21) à tarde, mas foi adiada pelo próprio secretário, após diálogo com a presidência da Sindibel. O sindicato informou que aguardará um posicionamento até amanhã e garante que novos atos de protestos serão feitos se não houver nenhuma resposta.
 
A Secretaria Municipal de Saúde informou que "em razão de problemas operacionais internos, não foi possível efetuar o pagamento de vale-refeições na data prevista" e que os servidores prejudicados correspondem a "menos de  5% dos servidores da área da saúde". O órgão informou ainda que "o fornecedor responsável pela entrega destes vales-refeições já recebeu o pagamento e irá normalizar a situação conforme o fluxo interno da empresa".
 
* Atualizado às 19h05