A família da tenente da Aeronáutica, Mirian Tavares, desaparecida desde o dia 3 de maio em BH, passou por momentos de aflição na manhã desta quinta-feira (17). Um homem tentou aplicar um golpe em Rick Tavares, um dos irmãos de Mirian, por meio de mensagens de celular, alegando que estava com a tenente e pedindo dinheiro em troca de sua libertação. 
 
De acordo com Rick, um homem informou por meio de mensagens que teria recebido R$30 mil para matar Mirian, mas teria se negado a executá-la já que ela era militar. 
 
Para libertar a mulher, o criminoso exigiu de Rick a quantia de R$5 mil. O irmão da tenente desconfiou da argumentação do homem depois de fazer perguntas sobre a irmã e não obter respostas. 
 
Ao acionar o delegado Thiago Saraiva, da Delegacia de Referência da Pessoa Desaparecida, Rick foi instruído a manter o diálogo com o homem para que os investigadores pudessem rastrear o aparelho do criminoso. Depois de algumas horas o celular do criminoso foi identificado na cidade de Lajinha, divisa de Minas Gerais com o Espírito Santo. 
 
O delegado acionou a polícia da cidade, que conseguiu chegar ao local e prendeu três pessoas: o autor das mensagens, a dona do celular e o dono da conta bancária na qual o depósito do dinheiro deveria ser feito para a suposta libertação da tenente.
 
sequestro tenente
 
Desaparecimento
 
A tenente da Aeronáutica Mirian Márcia Rodrigues Tavares desapareceu no último dia 3, após deixar sua casa no bairro Prado, região Oeste de Belo Horizonte. De acordo com a Polícia Civil, ela saiu da residência levando apenas o carro e o documento do automóvel, um Palio Cinza, placa HNY-3582.
 
A corporação ainda informou que a tenente chegou a fazer um depósito para a irmã antes de sumir e que deixou uma carta para a família. No entanto, o teor do recado não foi divulgado. Segundo informações da Divisão de Referência da Pessoa Desaparecida, as últimas ligações feitas pela tenente estão sendo investigadas e sua conta bancária monitorada. 
 
A assessoria da Aeronáutica esclareceu que a integrante da corporação desaparecida atuava como engenheira eletricista na Subdivisão de Infraestrutura do CIAAR. Ela estava há cerca de seis meses a serviço da Força Aérea Brasileira, que também dá auxílio nas buscas. Além disso, a militar A militar foi inserida na lista "Difusão Amarela" da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol), que busca por pessoas desaparecidas ou impossibilitadas de se identificarem nos 190 países abrangidos pela instituição.