Deteriorado pela ação do tempo e alvo de vandalismo, o edifício que abrigou, durante anos, a Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) segue vazio enquanto a burocracia emperra a ocupação do imóvel.

O local, abandonado há oito anos, irá receber o Fórum da Justiça do Trabalho na capital. O início das obras da futura sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), porém, depende da aprovação do Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural de Belo Horizonte (CDPCM/BH).

O anteprojeto arquitetônico do novo edifício está pronto há quase três anos, mas a reunião do conselho só acontecerá daqui a uma semana. Como o prédio é tombado pelo município, qualquer intervenção estrutural depende do aval dos membros do grupo, que podem optar pela aprovação ou pelo veto das propostas apresentadas.
 
Quarteirão
 
O parque imobiliário do antigo prédio compreende um quarteirão e meio na avenida do Contorno com rua Espírito Santo, no Centro de BH, e foi transferido ao TRT pela União em abril do ano passado.

O local irá abrigar 22 novas varas do trabalho, além das atuais. “Um dos objetivos é ampliar o atendimento, uma vez que o número de varas saltará de 48 para 70. O imóvel original, que é protegido, será adaptado e receberá rampas e elevadores para interligar as duas edificações principais”, afirma o diretor de engenharia do TRT, Hudson Guimarães.

Responsável pelo projeto, a arquiteta Flávia Cobucci Paolucci diz que o plano de execução das obras está pronto, restando apenas a avaliação do Conselho do Patrimônio para a aprovação final, que antecede a abertura de licitação para a execução das obras.