A mulher que matou uma colega de quarto com óleo fervendo em Santa Luzia, na Grande BH, foi transferida para Belo Horizonte e apresentada pela Polícia Civil (PC) nesta quinta-feira (10). Luercilaine das Neves Delfino, de 29 anos, foi detida em uma praia isolada de Vitória, no Espírito Santo, no dia 17 de outubro do ano passado. No entanto, ela só foi transferida para Minas no primeiro dia deste mês. Já o crime ocorreu em 15 de março, também de 2013.
 
No dia da prisão de Luercilaine, o delegado Romualdo Gianordoli Neto, da Delegacia de Plantão de Divisão de Homicídios de Vitória, informou que a mulher foi achada acampada na Praia dos Tubarões, que fica muito perto de uma mineradora. Funcionárias da empresa foram quem denunciaram a foragida, após descobrirem que ela havia matado uma pessoa. "Os funcionários ficaram com dó de Luercilaine e tentaram arrumar um emprego para ela, já que estava morando em um barraca desde abril. No entanto, mesmo eles fazendo um currículo para ela e até a indicando para algumas vagas, ela não arrumou trabalho. Com isso, os funcionários desconfiaram e consultaram o nome da detida em um site de busca. Durante a pesquisa, eles descobriram o crime que ela praticou e acionou a polícia", explicou o delegado.
 
Luercilaine não reagiu à prisão, uma vez que foi abordada no momento em que ainda dormia na barraca. A procurada confessou todas as acusações feitas contra ela. "Ela não só confessou o crime com frieza, como também alegou que matou a vítima porque ela a humilhava com frequência", diz Neto.
 
Luercilaine, que é natural do Mato Grosso e já morou no Rio de Janeiro, foi indiciada por homicídio duplamente qualificado, quando o motivo é torpe e com recursos que impossibilitam a defesa da vítima. Ela está presa no Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp).
 
Entenda o caso
 
A vítima, Tatiele Pereira de Matos, de 21 anos, teve óleo fervendo jogado ao rosto por Luercilaine. A cruel agressão teria sido motivada por uma briga entre as colegas de quarto devido ao fato de uma gostar de dormir com a luz acesa e a outra não.
 
Outras colegas de quarto da autora e vítima informaram aos policiais que, dias antes de agredir Tatiele, Luercilaine trocou a água da vítima por cloro na intenção de envenená-la.
 
Tatiele ficou internada por um mês no Hospital de Pronto Socorro João XXIII, na capital mineira, mas não resistiu aos graves ferimentos sofridos e morreu.
 
Luercilaine chegou a ser presa em flagrante e levada para a delegacia. Entretanto, ela foi ouvida e liberada no mesmo dia por ter residência fixa e não possuir antecedentes criminais.