As ameaças que teriam sido feitas por um médico oftalmologista de plantão no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, na madrugada desta segunda-feira (3), contra o guarda municipal Leanderson Leonardo de Souza, de 32 anos, serão apuradas a partir de quarta-feira (5) pela direção da unidade de saúde e a Fundação Hospitalar de Minas gerais (Fhemig).

O médico teria intimidado o paciente após ser multado por deixar o automóvel estacionado em lugar proibido, perto do hospital. Leanderson foi internado no HPS depois de ter sido baleado três vezes quando estava de plantão na UPA no bairro Primeiro de Maio (UPA Norte), na madrugada de 24 de fevereiro, ao impedir a entrada de estranhos no local.

O oftalmologista não foi identificado na ocorrência registrada por militares da 3ª Cia. do 1º Batalhão da Polícia Militar. Os policiais vasculharam o hospital durante a madrugada mas não conseguiram encontrar o médico, que desapareceu deixando a porta do consultório trancada.

Os policiais foram chamados pela mulher de Leanderson, Juliana Karla, após tomar conhecimento das ameaças contra o marido. O médico teria desconfiado que o guarda seria o responsável pela aplicação da multa e, nervoso, gritava, segundo o B.O., “isso não vai ficar assim” e “vamos ter um tratamento diferenciado a partir dessa data”.

O caso foi registrado também num relatório feito pelo coordenador do turno no hospital, médico Marcos Pereira Leite, com o testemunho do inspetor da Guarda Municipal Wellington Caetano dos Reis.