Uma recomendação do Ministério Público Federal (MPF) de combate à praga  foi acatada pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) em Minas Gerais. Segundo o MPF, é necessário promover o acompanhamento das lavouras localizadas em todo o Estado, especialmente das culturas de soja, milho e algodão. Esse trabalho deve ser feito por especialistas aptos a realizar a identificação de infestações da praga "Helicoverpa Armigera". 
 
O órgão  também recomendou diversas medidas de controle, indicadas pela EMBRAPA, como a adoção de vazios sanitários, o uso de cultivares, controle biológico, armadilhas, iscas ou outros métodos de controle físico, a adoção do manejo integrado de pragas emergencial, a liberação inundativa de agentes de controle biológico e a aplicação de práticas culturais (rotação de culturas, escalonamento de plantio, adoção de áreas de refúgio, destruição de restos culturais e plantas voluntárias). Assim como, passou a orientação de que o acompanhamento das lavouras seja feito por engenheiros agrônomos devido à necessidade e o momento adequado de aplicação de agrotóxicos com o objetivo de evitar que o seu uso exacerbado cause prejuízos ambientais. 
 
Por fim, o MPF ainda orientou a não autorização da importação e aplicação de agrotóxicos que contenham o ingrediente Benzoato de Emamectina, cuja comercialização é proibida no Brasil pela ANVISA. Conforme o órgão, a alta neurotoxidade da substância, que, segundo estudos em animais, é capaz de provocar tremores, redução da atividade motora, alterações histológicas, degeneração neuronal e malformação fetal.
 
Em resposta enviada ao MPF, na última semana, o IMA informou que o vazio sanitário já é adotado para as culturas de soja, algodão e feijão e que as lavouras são regularmente acompanhadas por engenheiros agrônomos responsáveis por indicar a aplicação de agrotóxicos, havendo 18 marcas cadastradas em Minas Gerais para essa finalidade. Afirmou ainda que os servidores do IMA também acompanharão as culturas de soja, milho e algodão para verificar a adoção das medidas de controle. Além disso, o órgão esclareceu que, em Minas Gerais, não existe a substância Benzoato de Emamectina e que não será autorizada a aplicação de agrotóxicos contendo tal ingrediente. (*Com informações do MPF)