Uma empregada doméstica de 65 anos perdeu R$ 17 mil ao cair em golpe do bilhete premiado nesta terça-feira (28), em Belo Horizonte. De acordo com a Polícia Militar, o crime começou depois que Célia Maria de Oliveira foi abordada por uma mulher aparentando ser humilde em rua do bairro de Lourdes, na região Centro-Sul da capital mineira.
 
Segundo relatos da vítima aos policiais da 1ª Delegacia Regional Sul, a suspeita carregava um bilhete da Mega-Sena nas mãos e lhe pediu informações. Entretanto, assim que a doméstica começou a conversar com a mulher, um homem abordou as duas e disse que o bilhete havia sido premiado. Na sequência, a suspeita confirmou a versão do falso desconhecido, quando alegou que só tinha 90 dias para retirar R$ 350 mil, mas, por estar sem documentos, não conseguiria. Nesse momento, o homem ofereceu ajuda e, depois de dizer que tinha um primo que trabalhava como gerente da Caixa Econômica Federal, simulou ligação e passou falsas orientações para a vitima e possível comparsa. O suspeito afirmou que o primo lhe disse que o prêmio era de R$ 26 milhões e, caso a ganhadora depositasse uma certa quantia em dinheiro para o banco, o valor milionário poderia ser tirado sem problema algum. Entretanto, a mulher garantiu para a doméstica que não tinha nenhum dinheiro e, mais uma vez, pediu ajuda.
 
Na intenção de auxiliar a desconhecida, a doméstica aceitou entrar no carro do suspeito com a mulher que pediu ajuda e fazer saque de R$ 10 mil e outro de R$ 7 mil em duas diferentes agências. No entanto, após entregar os R$ 17 mil, a vítima foi orientada a descer do veículo dele e procurar uma terceira pessoa para recuperar o seu dinheiro. O golpista informou a doméstica que o "pagador" estaria em carro vermelho, mas esse homem nunca foi localizada pela vítima. Desesperada, a doméstica chegou a ligar para o golpista, que não a atendeu e ainda é procurado pela polícia. Ele não foi identificado, assim como a sua comparsa.
 
Após ser registrada na 1ª Delegacia Regional Sul, a ocorrência foi encaminhada à 2ª Delegacia, que fica no Centro. As investigações ficaram sob a responsabilidade da delegada Daniella Durães.