Cerca de 200 servidores da saúde fazem uma manifestação, nesta quinta-feira (7), em frente à Maternidade Odete Valadares, no bairro Prado, região Oeste de BH.

Os trabalhadores são vindulados à Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig) e estão em greve desde o dia 4 de novembro. Durante o protesto, eles interditam a avenida do Contorno nos dois sentidos.

De acordo com os representantes da Associação Sindical dos Trabalhadores em Hospitais do Estado de Minas Gerais (Asthemg), que representa a categoria, a materinadade apresenta vários problemas.

Pelo menos seis leitos da unidade estariam fechados, falta material para atendimento aos pacientes e há até goteira no hospital, revela a técnica de enfermagem Maria Lúcia Santos. "A gente está com falta de oxímetro de pulso para os bebês, berços aquecidos, encubadoras e cadeiras", enumera. "Toda vez que chove nós temos que tirar os bebês para que as goteiras não molhem eles", complementa.

Durante alguns instantes, houve tensão entre a polícia e o grupo de servidores, mas a situação já foi resolvida. Os trabalhadores prometem ficar no local até o fim do dia.

Na quarta-feira, os manifestantes fizeram uma reunião com o governo, mas não houve acordo. Eles afirmam que só irão voltar ao serviço quando tiverem suas reivindicações atendidas. A categoria quer reajuste salarial de 50% e a volta da jornada de 30 horas.

De acordo com o governo, as negociações ocorrem desde o começo do ano. Conforme o Estado, foram oferecidos aos profissionais da Fhemig gratificação complementar com valor correspondente a 50% do vencimento básico, estendido aos servidores da Fundação Ezequiel Dias (Funed), Hospital Universitário da Unimontes, Escola de Saúde Pública de Minas Gerais e Fundação Hemominas; reajuste de 10% para médicos; reajuste do abono de serviços de urgência e emergência para os técnicos operacionais da saúde e profissionais de enfermagem do Hospital João XXIII que ainda não estavam recebendo esse benefício.