Uma denúncia de que dois detentos do Presídio de Muriaé, na Zona da Mata mineira, estavam sendo agredidos e constantemente violentados sexualmente é investigada desde esta quinta-feira (24).
 
A Polícia Militar da cidade foi acionada pela diretoria da unidade prisional na noite dessa quarta-feira (23), quando os policiais foram informados que dois presos, de 28 e 36 anos, afirmaram para agentes que estavam sendo espancados e obrigados a manter relação sexual à força com colegas de cela.
 
Segundo os policiais, a versão das vítimas foi confirmada por outros detentos, que apontaram quatro presos como os autores dos crimes. Os suspeitos, um de 21 anos, dois de 22 e outro de 28, foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil do município e negaram todas as acusações. Porém, os denunciantes precisaram ser encaminhados ao Hospital São Paulo, onde os médicos de plantão constataram que ambos apresentavam diversas escoriações pelo corpo.
 
Conforme relatos das vítimas, há pelo menos dois meses, elas estavam sendo obrigadas a beijar e fazer sexo oral e anal com os companheiros de cela.
 
Depois de serem ouvidos, os presos suspeitos voltaram ao presídio, assim como as supostas vítimas. Entretanto, o grupo foi separado.
 
Por meio de nota, a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) informou que um procedimento interno de investigação para apurar as denúncias foi aberto e que esse trabalho está a cargo da Polícia Civil.