O antigo prédio da Faculdade de Odontologia da UFMG, no bairro Cidade Jardim, região Centro-Sul de Belo Horizonte, poderá ser transformado na primeira pinacoteca pública permanente de Belo Horizonte. A ideia foi lançada na quarta-feira, durante reunião do Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município. Na data, o organismo aprovou o tombamento da edificação, inaugurada em 1953 pelo então governador Juscelino Kubitschek.

Após a aprovação, o vereador Arnaldo Godoy, membro do conselho, teve acatada a proposta de que o grupo e demais órgãos ligados à cultura na capital encaminhem um abaixo-assinado à presidente Dilma Rousseff solicitando que a União repasse o imóvel à prefeitura.

“Há vários órgãos e organismos na disputa pelo uso do prédio projetado pelo engenheiro Adolpho Gusmão. Mas até mesmo pela localização, pela proximidade com o Museu Abílio Barreto, ele casa muito bem com uma destinação cultural”, observa o presidente do Conselho do Patrimônio Cultural, Leônidas Oliveira, que também preside a Fundação de Cultura de BH. “Uma pinacoteca cairia muito bem ali, podendo funcionar até mesmo como uma ampliação do Abílio Barreto”.

Atualmente sem uso, o prédio da rua Conde de Linhares, 141, aguardava uma posição do conselho para ter o destino definido. A antiga Faculdade de Odontologia integra o conjunto urbano do bairro Cidade Jardim, tombado há dois meses.

Vários usos

O prédio perdeu o uso original em 2000, com a inauguração da nova sede da faculdade, no campus Pampulha.

Entre março de 2001 e janeiro de 2002, o imóvel abrigou temporariamente o Instituto Municipal de Administração e Contabilidade (Imaco).
Em 2003, cogitou-se a possibilidade de se instalar ali o Arquivo Público da Cidade. Porém, estudo realizado pela então Gerência de Patrimônio Histórico constatou que as instalações eram inadequadas para esse fim.