Os servidores grevistas da área da saúde de Belo Horizonte realizam assembleia, na manhã desta quarta-feira (22), para discutir os rumos do movimento. No encontro, que será realizado a partir das 9 horas, na Praça da Estação, no Centro da capital, os trabalhadores colocarão em pauta a escala mínima de trabalho exigida pela Justiça.

A categoria está em greve desde o dia 30 de abril e exige reajuste salarial de 22%, aumento no valor do vale-transporte. Além disso, outros sete pontos estão na pauta de reivindicação. A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) ofereceu aumento de 6,2% em novembro deste ano ou 3,1% em junho deste ano e 3,1% em dezembro, mas que teria efeito apenas em janeiro de 2014, mas a proposta foi rejeitada pelos profissionais.
 
No último dia 13, a Justiça determinou que Sindicato dos Médicos do Estado de Minas Gerais (Sinmed-MG) e o Sindicato dos Odontologistas de Minas Gerais (Somge) garantam escalas mínimas de 70% para os médicos e de 50% para os dentistas. Se a decisão não for acatada, as categorias envolvidas no movimento podem ser penalizadas em multa diária de R$ 50 mil.
 
"Estamos com dificuldades para cumprir a escala pois em vários locais já faltam médicos", disse o secretário-geral do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Belo Horizonte (Sindibel), Israel Arimar. Segundo ele, a expectativa é de que mais de mil servidores da área da saúde participem na assembleia.
 
No mesmo horário do encontro, os trabalhadores das outras áreas irão distribuir panfletos na Praça Sete, no Centro de BH, sobre as condições de trabalho da categoria.
 
Greve
 
Além dos servidores da saúde, também participam do movimento grevista profissionais da  educação, administração geral, fiscalização, Superintendência de Limpeza Urbana (SLU), Sudecap, Belotur e fundações municipais de parque, cultura e zoobotânica.
 
A assembleia geral irá ocorrer na próxima quinta-feira (23), também na Praça da Estação, às 9 horas. O secretário-geral do Sindibel espera que até lá a prefeitura já tenha apresentado uma nova proposta para os trabalhadores.