É grande a oferta de suplementos alimentares – vitaminas, proteínas, sais minerais – para animais nos pet shops. Muitos donos, na melhor das intenções, compram os produtos, que podem até ser aliados da saúde dos bichos. No entanto, se ministrados sem orientação profissional, podem colocar em risco a vida do animal.

Suplementos são indicados apenas em casos muito específicos, segundo Júnia Menezes, médica veterinária do hospital da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Um complemento de ácidos graxos, por exemplo, é recomendado somente para “pacientes” com câncer, pois tem efeito antioxidante.

Para o pet com anemia por deficiência de ferro, pode haver indicação da vitamina. “Se a suplementação não for indicada, a pessoa estará perdendo dinheiro ao comprar um produto desnecessário, principalmente se já adquire com constância rações de boa qualidade”, afirma a veterinária.


Riscos

Mas a suplementação inadequada pode ir além do prejuízo financeiro. De acordo com a especialista, o excesso de cálcio em um animal, nos primeiros meses de vida, pode causar calcificação de tecido mole (como músculos e tendões), problemas de crescimento e deformidade óssea.

Outro erro comum cometido por donos na etapa de desenvolvimento dos animais de estimação é fornecer suplementos energéticos, como os de proteínas, movidos pela vontade de que eles fiquem fortes e gordinhos.

Segundo a veterinária da UFMG, as proteínas promovem um crescimento muito rápido dos músculos e tecidos, quando os ossos do animal ainda não estão fortes o suficiente para suportar a sobrecarga de peso.

“Além disso, o pet que come demais engorda, e a obesidade favorece a ruptura de ligamentos ou fraturas, fora o risco de problemas cardiovasculares”, observa Júnia.

Estrelinha, de 2 meses, é exemplo de uma cadela que precisa da suplementação de proteínas e vitaminas. Ela foi adotada pelos veterinários da UFMG e necessita do complemento porque está subnutrida e com uma doença no esôfago.

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