O número de transplantes em Minas Gerais registrou um avanço em 2012, em relação aos procedimentos realizados no ano anterior. De janeiro a dezembro do ano passado, 2.310 órgãos, tecidos e medula óssea foram transplantados, contra 2.192 em 2011. Apesar de ainda tímido, o crescimento é comemorado por médicos e pacientes.

“É um aumento bem significativo levando em consideração que foi às custas, basicamente, de transplantes de múltiplos órgãos”, afirma o coordenador estadual do MG Transplantes, Charles Simão.
 
O crescimento se deve, principalmente, à conscientização das famílias, responsáveis pela palavra final para a doação. “Também é um termômetro da credibilidade do nosso trabalho”, acrescenta Simão.
 
A expectativa é a de que, nos próximos anos, o avanço seja mais expressivo por causa de melhorias adotadas até o fim do ano. Já no mês que vem serão contratadas 40 pessoas para compor a Organização de Procura de Órgãos (Opus). O objetivo é intensificar o trabalho junto aos hospitais para otimizar as notificações e captações em todo o Estado.
 
Outra novidade é a abertura do Hospital Estadual de Transplantes, que vai funcionar no prédio do Júlia Kubitschek, na capital. A unidade deve abrir as portas no ano que vem. “Além de ajudar no trabalho do transplante em si, também vai funcionar como formador de mão de obra especializada”, explica Simão.
Cenário nacional
 
O Brasil também registrou aumento pouco expressivo no número de transplantes em 2012.
 
Enquanto 47.061 procedimentos foram realizados em 2011, outros 47.701 foram contabilizados no ano passado. Tanto no âmbito nacional, quanto no estadual, o transplante de rim é o mais realizado.
 
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