No próximo sábado, todas as atenções dos fãs das Artes Marciais Mistas (MMA) estarão voltadas para Las Vegas (EUA), onde acontecerá o UFC 187, com duas lutas valendo cinturão – o dos pesos médios e o do meio-pesados, respectivamente entre Chris Weidman e Vitor Belfort, e Anthony Johnson e Daniel Cormier.

Porém, um mineiro quer roubar a cena. Trata-se de Rafael Natal, o Sapo, de 32 anos, que vai encarar o norte americano Uriah Hall pelo card preliminar do evento.

Com um cartel de 19 vitórias, seis derrotas e um empate, Sapo terá um dos maiores desafios de sua carreira, já que seu adversário ficou conhecido como “Homem Ambulância” após nocautear dois dos três adversários que teve no The Ultimate Fighter (TUF) 17, reality show do UFC nos Estados Unidos.

Mesmo assim, Sapo garante que tem a solução para não se tornar mais uma vítima de Hall.

“Para eu não virar mais uma vítima do Uriah Hall, tenho que fazer dele minha vítima”, brinca o lutador, que explica como quer que a luta desenrole.

“Minha tática é a mesma de sempre, tentar derrubá-lo para trabalhar meu jiu-jítsu, mas estou pronto para lutar com ele em todas as áreas, se a luta acontecer em pé, me preparei para derrotá-lo na trocação também. Sei que será difícil, mas espero conquistar mais uma bela vitória para voltar a figurar no ranking da categoria”, declara o lutador em entrevista ao Hoje em Dia.

Após duas vitórias consecutivas, Sapo ainda comemora o fato de, pela segunda vez seguida, participar de um grande evento. “Será o maior evento do ano, e dependendo de como forem as lutas no sábado, pode entrar para a história com um dos maiores eventos de todos os tempos da organização. Minha última luta, contra o Tom Watson, foi no mesmo card do Anderson Silva, e agora vou poder lutar em um evento com duas disputas de cinturões. Ou seja, o mundo todo vai me ver e isso é muito bom pra me promover”.

Pitacos

Sapo também não deixou de dar seus palpites sobre como serão as duas disputas de cinturões: “Acho que apesar de ter entrado de última hora nessa disputa de cinturão, o Cormier deve vencer. Ele tem um jogo muito forte de clinch e derrubadas, e isso encaixa com o jogo do Johnson, que é mais explosivo e normalmente aposta na trocação. Por isso, acho que dá Cormier”.

Já entre Weidman e Belfort, o lutador não saiu de cima do muro. “Não tem como dar uma opinião concreta, já que depende de como o Vitor vai se comportar sem o TRT (Terapia de Reposição da Testosterona). Mas espero uma grande luta, com o Vitor pressionando no início e buscando a vitória por nocaute, enquanto o Weidman vai tentar neutralizar esse ímpeto e trabalhar seu forte jogo de quedas e jiu-jitsu”, finaliza o lutador.