O Sada/Cruzeiro foi campeão de todas as competições que já disputou, pelo menos uma vez. No entanto, o bicampeonato do Sul-Americano de Clubes, conquistado na noite de domingo, tem gostinho especial.

Além da forma como aconteceu, em uma decisão muito equilibrada contra os argentinos do UPCN, com direito a várias reviravoltas, também ficará marcado devido ao local onde o clube levantou o troféu: a Arena JK, casa do Vivo/Minas, grande rival nas quadras.

Principalmente para os veteranos Filipe, Douglas Cordeiro e Serginho, que têm um passado ligado ao time da Rua da Bahia. Afinal, todos eles foram revelados pelo Minas. “Lógico que nos marca mais por termos ganhado lá. Foi nossa casa. Mas, hoje, eles são nossos rivais e poder ganhar um título sabendo que eles que prepararam a festa pra gente é mais gostoso. Ainda mais com nossa torcida invadindo a casa deles”, se diverte o ponteiro Filipe.

O líbero Serginho e o meio de rede Douglas, que, inclusive, jogavam pelo Minas em 1999, quando a equipe conquistou o Sul-Americano, foram mais “políticos. “Estou acostumado a ganhar jogando na Arena. Afinal, fui jogador do Minas durante muito tempo e, na época, ganhávamos muitos títulos também”, destaca Serginho.

Mais contido, Douglas prefere elogiar a qualidade do grupo e a forma como a conquista aconteceu. “Só o fato de ganhar uma competição internacional já é marcante, não importa o lugar. O destaque que tem que ficar é a forma como esse grupo continua se comportando, lutando até o final e acreditando em todas as bolas”, ressalta o central.

Ele admite que chegou a pensar que o bicampeonato não chegaria mais, no terceiro set. “Tiramos uma força e uma confiança não sei de onde”, completa. O Cruzeiro briga agora para terminar na liderança da Superliga, cuja fase classificatória termina na quarta-feira.