A diferença técnica entre o Cruzeiro e os clubes do interior que o enfrentam no Mineirão é evidente. Nesta quarta-feira (19), diante do Guarani, está “distância” pôde ser comprovada mais uma vez. O time de Divinópolis veio a Belo Horizonte para perder de pouco, enquanto a Raposa fez apenas o necessário.

Em ritmo de treino e sem forçar muito a barra, o time estrelado venceu por 2 a 0, gols do atacante Willian, pela sexta rodada do Campeonato Mineiro. Com a vitória, o Cruzeiro assumiu a ponta do Estadual, com 14 pontos, enquanto o técnico Marcelo Oliveira teve a oportunidade de avaliar aqueles que estão de “fora”, mas querem “entrar”.

Considerados reservas, Willian e Marlone, que entrou no segundo tempo na vaga de Ricardo Goulart, devem ter colocado uma interrogação na cabeça do treinador. Sábado, contra o Boa, às 18h30, em Varginha, os dois e outros suplentes deverão ter nova chance para mostrar ao comandante estrelado que estão no páreo por um lugar no time. Quem sabe, já na próxima terça-feira, contra a Universidad de Chile, pela segunda rodada da Copa Libertadores.

“As equipes que vêm aqui no Mineirão dão uma segurada, porque sabem que temos um time muito forte, muito rápido. Sabemos que os gols são importantes para se ter confiança na sequência dos jogos e no dia a dia”, avalia Willian

Da mesma forma que consegue tornar incrivelmente simples e veloz a chegada ao gol adversário, às vezes, o Cruzeiro complica o que parece banal ao errar o "último" passe. O início do jogo de ontem mostrou isso. Logo aos 4 minutos, após troca de passes pela esquerda, Júlio Baptista fez ótimo cruzamento, que Willian não desperdiçou, de cabeça.

A Raposa seguiu tendo o comando da partida, contra um Guarani completamente retraído. No entanto, o ataque estrelado não conseguiu traduzir o domínio em lances de perigo ofensivo. Ao Bugre, restou uma falta bem batida pelo meia Michel Cury, que Fábio espalmou com segurança.

Se na primeira etapa o Guarani se limitou a marcar, no segundo tempo o técnico Leston Júnior avançou a marcação. Curiosamente, seus comandados tentaram fazer o que o Cruzeiro tem costume: valorizar a posse de bola, tocá-la de um lado para o outro à espera do melhor momento para avançar. Contudo, sem objetividade.

Por outro lado, a Raposa criou as melhores oportunidades que pararam nas mãos do goleiro George, que teve grande atuação. Se não fosse ele, o Bugre teria sido goleado. Aos 24 minutos, porém, o camisa 1 do time de Divinópolis não resistiu ao “bombardeio” celeste e Willian definiu o placar.

“Sabíamos que o Cruzeiro é o melhor time do Brasil e teríamos essas dificuldades. Mesmo assim, fico satisfeito com minha atuação”, avaliou George, que volta a campo no próximo dia 1º, contra o Boa, pela oitava rodada.

FICHA

CRUZEIRO
Fábio
Mayke
Dedé
Bruno Rodrigo
Egídio
Rodrigo Souza (Nilton)
Lucas Silva
Ricardo Goulart (Marlone)
Willian
Júlio Baptista
Dagoberto (Luan)
Técnico: Marcelo Oliveira

GUARANI
George
Alex Santos
Marx
Tiago Papel
Lago
André Silva
Thiago Carpini
Michel Elói
Michel Cury (Josué)
Michel Elói
Fernando (Thiago Pereira)
Murilo (Tito)
Técnico: Leston Junior

GOLS: Willian, aos 4 minutos do primeiro tempo; Willian, aos 24 minutos do segundo tempo
ARBITRAGEM: Marco Aurélio Augusto Fazekas, auxiliado por Marcelo Francisco dos Reis e Júnior Antônio da Silva
CARTÕES AMARELOS: Rodrigo Souza e Dedé (Cruzeiro); Murilo e Thiago Carpini (Guarani)
PÚBLICO: 6.304 pagantes
RENDA: R$ 174.965

Vou de táxi

O sofrimento do Guarani começou ainda no trajeto para o Mineirão. O ônibus que levava a equipe de Divinópolis estragou no caminho, deixando o time na mão. Foram necessários dez táxis para levarwm jogadores e equipe teénica até o estádio para a partida contra o Cruzeiro.

 

Jogadores do Guarani ficam sem ônibus e chegam de táxi no Mineirão - Lucas Prates/Hoje em Dia

Equipe do Guarani ficou sem ônibus e chegou de táxi no Mineirão (Foto: Lucas Prates/Hoje em Dia)