A internet na China ainda é alvo de bloqueios e censuras do governo, mas não apresenta nenhuma dificuldade aos clubes locais enviarem propostas milionárias. A "vítima" da vez volta a ser o Atlético, que vê, a cada recusa, um aumento na proposta pelo atacante Lucas Pratto.

O Celta de Vigo, da Espanha, havia oferecido 9 milhões de euros. O Galo, que fica com 80% da grana na comercialização dos direitos econômicos do argentino - repassa 20% ao Vélez - está na iminência de ceder à pressão.  Os chineses não brincam e quebram a banca. A oferta pelo camisa 9 já ultrapassou os 16 milhões de euros e deve chegar próximo ao dobro do que foi proposto pelos espanhóis.

O único porém para o Galo bater o martelo está na reposição de Lucas Pratto.  Frustrado com o desfecho negativo das tentativas de trazer Nenê e Calleri, o presidente Daniel Nepomuceno busca assinar com um novo atacante de área para, depois, aceitar a praticamente irrecusável proposta asiática.

Para tanto,  além de tornar Robinho um alvo primordial do clube, o mandatário alvinegro, segundo a reportagem apurou, está em viagem ao exterior para acelerar as negociações com novos nomes.

O desejo de Lucas Pratto era ficar no Atlético por ao menos seis meses e disputar a Libertadores.  Após isso, traçava a Europa como o mais provável destino.  Por outro lado, por mais que queira ficar com o Urso, o Galo teria de renovar o contrato do jogador dando-lhe um aumento salarial considerável. Há previsto um prolongamento do vínculo por mais dois anos (até dezembro dezembro de 2019)

Mas o dinheiro chinês é capaz de levar titulares de seleções nacionais (Jackson Martinez, da Colômbia, acertou ontem com o Guangzhou).

Apesar de não ser o melhor mercado para se praticar um futebol competitivo, a China não é uma rua sem saída. Pratto, por exemplo, será capaz de se espelhar no compatriota Hernan Barcos, que deixou a China para atuar no Sporting Lisboa,  líder do Campeonato Português.