Cruzeiro

Maior artilheiro da história do Cruzeiro, com 245 gols em 383 partidas (números oficiais da agremiação), principal goleador do clube na Seleção Brasileira, com 36 bolas na rede, campeão da Taça Brasil de 1966 e de seis Campeonatos Mineiros pelos celestes (1965, 1966, 1967, 1968, 1969 e 1972), considerado um dos maiores do país em sua posição (ou melhor, nas várias funções que exercia em campo), por vezes comparado a Pelé (há quem diga que chegou a superar o Rei do Futebol em algumas temporadas)... Em suma, o protagonista desse preâmbulo é Tostão, que nesta terça-feira (25) vai completar 75 anos.

No mesmo dia, às 9h, será exibido um especial da Rede Minas, sobre o eterno craque da Raposa, dentro do projeto “Rede Minas Memória”, relembrando o programa em que Tostão trabalhou na emissora, “Na Rede Com Tostão”. O vídeo será exibido na internet: memoria.redeminas.tv e no youtube.com/redeminas.

Trajetória

Nascido em 25 de janeiro de 1947, Eduardo Gonçalves Andrade, o Tostão, cravou seu nome na história do futebol mineiro, brasileiro e mundial. Após um período no futebol de salão (futsal), atuou nas categorias de base do Cruzeiro. Teve uma rápida passagem pelo América, antes de retornar aos azuis para fazer história.

Dentro de campo, seja como maestro, ponta de lança ou centroavante, foi craque em uma equipe que tinha outros tantos nomes de peso, como Dirceu Lopes e Piazza. Além de seis títulos do Estadual, se notabilizou na conquista da Taça Brasil de 1966, superando o Santos de Pelé na final, com duas vitórias, o massacre de 6 a 2 em BH e os 3 a 2 de virada em São Paulo.

Chegaram-se a fazer comparações dele com Pelé. Quem ganhou com tudo isso foi a Seleção Brasileira, que teve os dois em campo na Copa do Mundo de 1970. Àqueles que diziam que eles não poderiam atuar juntos no mesmo time, a resposta veio com o título mundial, regado a atuações de gala da dupla.

Tostão deixou o Cruzeiro em 1972, rumo ao Vasco. Com 26 anos e problemas na retina, encerrou a carreira com apenas 26 anos.

Homenagens

Professor, médico e um dos principais cronistas da imprensa brasileira, recebeu várias homenagens ao longo das décadas, como os pés nas Calçadas da Fama do Mineirão e do Cruzeiro. Fatos que representam o reconhecimento a um dos maiores jogadores da história do futebol.

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