A prioridade é o acesso à Série A do Campeonato Brasileiro. Ninguém na Toca II é contrário a essa máxima. Mas de forma alguma diretoria, jogadores e comissão técnica rotulam o Campeonato Mineiro como um “laboratório”. A tese do técnico uruguaio Paulo Pezzolano, de que o time não vai entrar na competição como se os duelos fossem amistosos, será defendida pelos jogadores da Raposa a partir do dia 26 deste mês. Quinta colocada em 2020 e terceira em 2021, a equipe celeste anseia voltar a uma final do torneio, após três anos. E, quem sabe, repetir o desfecho de 2019.

A última glória dos azuis foi exatamente o título da antepenúltima edição do Estadual, quando superou o Atlético na final, com um triunfo por 2 a 1 no Mineirão e um empate em 1 a 1 no Independência. Porém, naquele mesmo ano, o clube caiu para a Série B do Nacional. Desde então, fracassos fizeram parte da rotina do Cruzeiro. Só que, em sua primeira disputa como SAF, a Raposa tenta dar fim a esse período de “vacas magras”.

Com Ronaldo assinando a compra de 90% das ações da Sociedade Anônima do Futebol, os celestes querem desenhar um futuro diferente, a começar pelo Mineiro. Por meio de uma reformulação, que chegou ao ponto de dispensar o ídolo e atleta que mais vestiu a camisa da agremiação, o goleiro Fábio (976 partidas pelos azuis), o elenco recebeu vários reforços.

Entre os que chegaram à Toca, estão os zagueiros Maicon, Al-Nassr e Galatasaray, e Sidnei, ex-Betis, os atacantes Edu, artilheiro da última Série B pelo Brusque (17 gols), e Waguininho, autor de oito tentos na edição passada da Segundona, com o Coritiba, o meia João Paulo, ex-Atlético-GO, e o goleiro Rafael Cabral, ex-Reading.

Eles se juntam a atletas como o jovem Vitor Leque e os experientes Rômulo e Marcelo Moreno na construção de um plantel que possa renovar as esperanças da China Azul.

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