O presidente do Cruzeiro, Sérgio Santos Rodrigues, se manifestou oficialmente, na tarde desta segunda-feira (8), sobre a polêmica envolvendo a carga de ingressos disponíveis para o duelo entre a Raposa e o Brusque, nesta terça (9), às 21h30, no Mineirão, pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B.

A justificativa da empresa que administra o Gigante da Pampulha, de que não é possível ultrapassar a capacidade de 35 mil espectadores para o confronto com o time catarinense, em razão de questões operacionais, não convenceu o mandatário.

Para justificar a insatisfação com a situação, o dirigente citou o fato de o Atlético ter jogado as duas últimas partidas com capacidade máxima do estádio permitida (cerca de 60 mil), o que vai ocorrer novamente nesta quarta-feira (10), um dia após o confronto do Cruzeiro pela Segunda Divisão.

Diante do imbróglio, Santos Rodrigues afirmou ainda, que a Raposa cogita acionar as autoridades para apurar contratos de concessão.

“O sentimento da torcida é o mesmo nosso, de revolta profunda, indignação com a atitude que está sendo feito junto ao Cruzeiro, de falta de isonomia também. A gente está olhando o contrato de concessão que foi feito, a gente acha até que cabe providências serem tomadas no Tribunal de Contas do Estado, dentre outras. Porque ali está claro que todas as entidades precisam ser tratadas de forma igual. O que aconteceu foi que no dia 1º de novembro, segunda-feira, foi até um jogo do Cruzeiro que saiu na prefeitura que ia liberar 100%, no dia 2 de novembro, terça-feira, que era feriado, permitiu-se que tivesse 100%. No dia 3 de novembro, o rival já jogou lá com a capacidade acima do normal. Então como que conseguiram organizar isso tão rápido para outro time e não para nós? E ontem, no domingo, jogou-se novamente ali para um público total. A gente fica indignado quando ouvimos dizer que um evento de 60 mil pessoas precise de mais tempo para ser praticado, para ser colocada em prática sua organização porque isso foi feito para outra pessoa. A gente gostaria que fosse feita essa isonomia”, disse o presidente do clube estrelado.

Sérgio também afirmou que o time não sabia da limitação da capacidade para o embate desta terça.

“O que aconteceu conosco desde o começo, como nos últimos jogos que nós tivemos e o público não foi tão alto lá, e a operação no Mineirão é muito cara, nós tínhamos esse compromisso com a nossa torcida de fazer agora um jogo com ingresso mais barato, fizemos um combinado de que abriríamos determinados setores à medida que as vendas fossem acontecendo. E jamais foi falado no início que 'ok, o limite vai ser 35 mil'. É isso que nos deixou perplexos, indignados, chateados, tão indignados quanto vocês, torcedores, até porque nós somos torcedores também”.

Insistência

Em outo trecho da entrevista, o presidente da Raposa afirmou que o clube estrelado, apesar do pouco tempo para o duelo desta terça, ainda tenta ampliar a carga de ingressos.

“Nós estamos tentando até o último momento aumentar a capacidade. É claro que tem que conseguir operacionalizar. Não adianta chegar amanhã de tarde e liberar 10 mil ingressos para um jogo 21h30 da noite. Nós ainda estamos hoje brigando para tentar vender mais ingressos. Mas como eu falei na outra resposta, independentemente do que acontecer outras medidas serão tomadas. Nós entendemos, realmente, que está ocorrendo um desrespeito com o povo mineiro, sobretudo com o torcedor cruzeirense, porque o Mineirão não tem dono, o dono do Mineirão é o povo mineiro. É isso que está claro no contrato de concessão quando essa concessão foi feita para as empresas que estão lá hoje. É por isso que esse contrato é fiscalizado pelo Tribunal de Contas do Estado, pela Assembleia Legislativa, então a gente vai tomar qualquer medida que for possível para levar a fundo essa situação e para deixar claro ao torcedor que essa revolta que estamos, essa indignação, não vai ficar por isso”.

A partida contra o Brusque será apenas a segunda do Cruzeiro no Mineirão nesta Série B. Desde que voltou a atuar com público, a Raposa mandou cinco jogos no Independência e dois na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas.

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