Na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, o América enfrenta o Red Bull Bragantino, nesta segunda-feira (23), às 20h, no Independência, pela 17ª rodada da competição.

Além dos três pontos, essenciais na luta para se afastar das últimas posições, o Coelho pode se espelhar na recente trajetória do Massa Bruta, tanto dentro quanto fora de campo.

A nível esportivo, o time paulista alcançou o objetivo almejado pelo América em suas últimas participações no Brasileirão: o de permanecer na Série A.

Nas três vezes em que disputou a elite do futebol nacional no modelo de pontos corridos (2011, 2016 e 2018), o Coelho foi rebaixado.

O Braga, por sua vez, subiu pela última vez para a Primeira Divisão em 2019 após conquistar o título da Série B. 

Neste ano, com uma campanha abaixo do esperado, o time comandado pelo técnico Vagner Mancini busca a recuperação na reta final de primeiro turno para mudar esse histórico.

Aporte financeiro

É inegável que o investimento financeiro massivo da Red Bull, que já desembolsou mais de R$150 milhões em contratações desde 2019, ano em que a gigante do ramo de bebidas energéticas passou a gerir o clube, foi o fator determinante para a mudança de patamar do Bragantino no cenário do futebol brasileiro.

O aporte de recursos, além de garantir a vaga na Série A, vem possibilitando voos maiores do Braga, postulante a uma vaga na Libertadores e um dos semifinalistas da atual edição da Copa Sul-Americana.

Para dar esse salto do ponto de vista econômico, o América também almeja investimentos de empresas privadas, especialmente estrangeiras.

Entretanto, diferentemente do Massa Bruta, em que a companhia austríaca tem total comando do departamento de futebol, o Coelho se apega ao projeto clube-empresa.

Recentemente sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), a iniciativa permite que agremiações se tornem Sociedades Anônimas do Futebol (SAF), podendo, desse modo, receber injeção de capital por parte de investidores.

Diante desse cenário, a diretoria do América, especialmente Marcus Salum, ex-presidente e atual coordenador de transição para o clube-empresa, acredita que esse modelo é a principal chance de o clube galgar alguns degraus e competir em condições mais iguais com as principais potências futebolísticas do país, como o Bragantino vem fazendo.