As ausências nos Jogos do Rio de Janeiro de 2016 e na final do Mundial de 2019 não representaram baques a Fernando Scheffer. Pelo contrário, serviram de motivação extra para o atleta do Minas Tênis Clube, visando à Olimpíada de Tóquio. A luta e a dedicação falaram mais alto, e o nadador gaúcho angariou a medalha de bronze dos 200m livre.

Um dia depois do feito atingido, em entrevista coletiva na noite desta quarta-feira (28) – manhã em Brasília –, Scheffer ressaltou como foram esses últimos anos em termos de motivação, antes do pódio.

“A gente fica exposto a altos e baixos, resultados bons e ruins. Infelizmente, mais se perde que ganha. Ficar fora da Olimpíada do Rio foi aprendizado e motivação para eu me puxar cada vez mais nos treinos. Viemos numa crescente e constância, muito trabalho e treino. Faz parte da gente saber aproveitar os momentos. Tenho certeza que ter ficado fora das Olimpíadas do Rio e da final do último Mundial me deu mais motivação para chegar e aproveitar a oportunidade com todas as minhas forças”, disse ele.

O nadador cravou o tempo de 1min44s66 na final, mas confessa não ter estipulado uma marca. Por outro lado, sabia o que deveria fazer para buscar uma medalha.

“Não gosto de me prender a número, porque é coisa limitante. Gosto de pensar em técnica e estratégia. Sabia que 1min44 seria para disputar pódio e que não tinha favorito na prova. Se colocasse minha performance em prática, poderia chegar nesse tempo. Pensei apenas em fazer minha prova, e o restante é consequência”, afirmou.

O gaúcho do Minas Tênis destacou ainda que até mesmo a raia onde nadou fez diferença. No estilo “mineirinho”. “Pegar a raia 8 foi positivo, nadei no cantinho ali da piscina, escondido, e deixei os outros fazerem o que fizeram, enquanto eu fazia minha parte”, disse.

Futuro

Indagado sobre o futuro da natação brasileira, Scheffer acredita que novos dias de glória virão. “Acho que a natação (brasileira) tem muita tradição, ainda mais nesta prova. É muito especial voltar à final olímpica, conquistando essa medalha. Temos uma geração mais nova de atletas subindo e um futuro brilhante. A gente tem muito potencial para chegar a um nível mundial que se quer”, comentou.

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