Enquanto o time se prepara para a disputa do Campeonato Brasileiro da Série B, em 28 de maio, a diretoria do Cruzeiro trabalha nos bastidores para tentar atenuar a grave crise financeira que o clube atravessa. Uma fonte de receita que a cúpula celeste tenta é uma indenização paga pelo meia-atacante colombiano Yeison Guzmán.

Em 20 de abril, menos de uma semana depois ter assinado um documento dando aceite aos termos que estariam presentes no contrato com o clube celeste, e até mesmo ter gravado vídeos confirmando o acerto com o Cruzeiro, o jogador desistiu do negócio e permaneceu no Envigado-COL.

Em entrevista ao canal “Clube Ligados”, no Youtube, nessa segunda-feira, o presidente Sérgio Santos Rodrigues confirmou que acionou a entidade máxima do futebol sobre o caso.

“Estamos lá na Fifa da mesma forma que todo mundo já sabe. O Guzmán fez o que fez. Gravou um vídeo para a torcida e falou que estava chegando. O papel que ele assinou, eu tenho certeza que se eu desistisse da contratação dele, ele entrava na Fifa e ganhava de mim. Eu não ia conseguir falar com ele ‘ah, não, isso aqui não vale nada’. Então, nós vamos submeter a julgamento e tenho muita convicção da nossa vitória”, disse Santos Rodrigues.

Antes de levar o caso à Fifa, o Cruzeiro deu um prazo de 15 dias para o colombiano se apresentar em Belo Horizonte, o que acabou não ocorrendo.

Salários atrasados

Outro assunto comentado pelo mandatário da Raposa na entrevista foram os atrasos salarias que o clube enfrenta desde 2019. Sem revelar as pendências, Sérgio Santos Rodrigues confirmou os débitos

“Está atrasado (salário). Porque algumas partes, às vezes a gente paga parte. Difícil dizer (quanto está atrasado) em meses. A gente corta: vamos pagar pelo menos um tanto este mês, este mês vamos pegar um percentual maior de CLT, de imagem”.

Em outro trecho, o presidente admite que a obrigação do clube é manter os vencimentos dos funcionários em dia, e que vem buscando alternativas para que isso aconteça.

"Claro, tem que estar (em dia com os salários). Nosso papel é isso, explicar, mostrar para eles. Pelo contrário. A gente está trabalhando para que essa solução ocorra. O cenário vai melhorar", completou o dirigente.