Depois de acabar com o jejum de não marcar gol em clássicos mineiros balançando a rede do Cruzeiro duas vezes no último domingo (9), no Independência, garantindo o retorno do América à decisão do Campeonato Mineiro após cinco anos, o centroavante Rodolfo passa a buscar a partir deste domingo (16), diante do Atlético, às 16h, também no Gigante do Horto, outro desafio: a dobradinha taça e artilharia, feito alcançado por apenas três jogadores do Coelho na Era do Profissionalismo, iniciada em 1933.

O objetivo individual está muito próximo do camisa nove americano. Com sete gols, seu principal concorrente, Keké, do Tombense, que tem seis, está fora da disputa, assim como Daniel Amorim, também do time de Tombos, que tem cinco.

Rodolfo atacante América

Rodolfo se isolou na artilharia do Campeonato Mineiro com os dois gols no clássico do último domingo, contra o Cruzeiro, na partida de volta pelas semifinais do torneio, no Independência

Desta forma, as principais ameaças à artilharia de Rodolfo são os atleticanos Nacho Fernández, Eduardo Varga e Marrony, todos com três gols, sendo que apenas o meia argentino é titular do time de Cuca neste momento.

Dobradinha

A partir de 1933, quando foi implantado o Profissionalismo no futebol mineiro, o América levantou a taça do Estadual por seis vezes. Apenas na metade delas o clube teve ainda o artilheiro da competição.

Isso aconteceu no primeiro título desta série, em 1948, com Petrônio sendo o goleador do famoso Campeonato Mineiro decidido entre americanos e atleticanos na Alameda, com o jogo do “Gol do Guarda”.

As duas primeiras taças erguidas na Era Mineirão também foram com dobradinha, pois Jair Bala foi o artilheiro do Estadual de 1971, e Hamilton da edição de 1993.
As taças sem a artilharia do torneio sendo americana foram em 1957, 2001 e 2016.

Deca

No decacampeonato do América, entre 1916 e 1925, quando o regime no futebol de Minas Gerais ainda era do Amadorismo, só há o registro de artilheiro da competição em três edições. E todas elas tiveram um americano como o goleador.

Em 1918 e 1920, foi Britto, com 14 e 13 gols, respectivamente, e em 1922, Gérson, com 16.

Agora, cabe a Rodolfo, motivado pelo jejum encerrado diante do Cruzeiro, o desafio de colocar seu nome nesta galeria americana.