O início foi avassalador, com um gol, uma assistência e um pênalti sofrido na estreia pelo Atlético, nos 3 a 0 para cima do Coimbra, no Mineirão, em 19 de março. Depois, colaborou com mais um tento e outro passe que resultou em bola na rede no Estadual. Já na Libertadores, Nacho Fernández ainda busca uma atuação de gala, digna de sua habilidade e de seu poder de decisão.

Mas mesmo sem ter servido um colega ou feito gol na competição sul-americana deste ano, o argentino tem dado sua parcela de contribuição para o Galo ser líder do grupo H, ofensiva e defensivamente, com armação de jogadas, raça e auxiliando na marcação. E assume a missão de ser o maestro da equipe na busca por títulos na temporada.

"Sei que o clube fez um reforço muito grande na minha contratação. Na verdade, estou muito tranquilo. Gosto da responsabilidade e dos desafios. Espero corresponder àquilo que todos esperam de mim. E temos um grande elenco para os desafios", afirmou o armador.

Adaptação

O estilo clássico de meia, entrelaçado à garra e à eficiência em desempenhar outras funções dentro de campo, é algo que vem desde os tempos de River Plate. E com Cuca no comando, Nacho se diz ainda mais à vontade no gramado.

"Cada técnico tem sua forma de jogar. Marcelo (Gallardo) me usava em distintos setores do campo, um pouco mais à frente, às vezes pela direita, ou mais pela esquerda em outra partida. Cuca tem sua ideia de jogo e me deixa mais solto no meio, onde melhor me sinto. Me dá essa confiança que atue por ali, e trato de me adaptar da melhor maneira", disse.

Nesta temporada, o meia é o terceiro colocado na lista de artilheiros do Atlético, com três gols (atrás de Hulk, com seis, e Vargas, com quatro), e terceiro no ranking dos garçons, com duas assistências (Savarino e Calebe possuem três, cada).

Atlético

Nacho deu muito trabalho às defesa do América de Cali (foto) e Cerro Porteño