Cruzeiro

Nesta temporada, Marcelo Moreno esteve em campo cinco vezes com a camisa celeste e marcou apenas um gol, há quase dois meses

“Preciso de mais um gol para ser o maior artilheiro estrangeiro do Cruzeiro. Estou correndo atrás disso. Estou me dedicando bastante desde o ano passado". A frase de Marcelo Moreno à TV Globo, logo após a vitória por 1 a 0 sobre o Athletic, pela quarta rodada do Campeonato Mineiro, com gol marcado pelo boliviano, é duplamente emblemática.

Primeiro porque evidenciava a confiança e a empolgação do avante na luta por este objetivo pessoal, de igualar e depois ultrapassar Arrascaeta, dono do posto de maior goleador estrangeiro da Raposa, com 50 tentos, um a mais que o centroavante. Por outro lado, mal sabia Moreno que começaria ali, naquele dia 14 de março, um longo jejum de gols.

Já são quase dois meses sem colocar uma bola na rede em partidas oficiais pelos celestes. E aquilo que parecia ser algo próximo de acontecer, se tornou distante. De lá para cá, seja por conta de convocações para a seleção de seu país, seja por opção do técnico Felipe Conceição, o boliviano foi escalado somente duas vezes com a camisa azul e branca.

O avante foi titular durante todo o tempo na derrota por 1 a 0 para o América, no Independência, e entrou no decorrer do revés pelo mesmo placar para o Pouso Alegre, fora de casa, ambos os duelos realizados na primeira fase do Estadual.

No último embate, novamente uma derrota para o Coelho, por 2 a 1, dessa vez pela partida de ida das semifinais do Mineiro, ele não chegou a entrar no gramado do Mineirão, mas ficou marcado de outra forma. Na confusão ocorrida nos vestiários do Gigante da Pampulha, avisou ao técnico alviverde, Lisca, que “vai ter volta”.

Resta saber se Conceição vai dar a Moreno uma oportunidade de mostrar seu valor novamente, num duelo de caráter decisivo – a Raposa precisa vencer por dois ou mais gols de diferença no domingo (9) para avançar à final –, e tentar concretizar o sonho de ser o maior artilheiro estrangeiro do Cruzeiro.