O clássico entre Cruzeiro e Atlético, marcado para o próximo domingo (11), assim como todos os demais jogos da nona rodada do Campeonato Mineiro estão mantidos.

Uma reunião, realizada na tarde desta sexta, na sede da Federação Mineira de Futebol (FMF), selou a manutenção da disputa, após Ministérios Públicos e Defensoria da União recomendarem a suspensão de jogos de futebol em Minas.

A informação sobre a manutenção da disputa do Estadual foi confirmada pelo presidente da FMF, Adriano Aro, em entrevista à Rádio Itatiaia. 

O ofício, assinado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT/MG), os Ministérios Públicos Federal (MPF/MG) e do Estado de Minas Gerais (MPMG) e a Defensoria Pública da União (DPU), havia sido enviado à Secretaria de Saúde do Estado de Minas Gerais (SES/MG) e à FMF, na última quinta.

Os órgãos citaram o agravamento da pandemia em Minas para justificar a recomendação.

Também em razão dos efeitos da pandemia, o campeonato ficou paralisado entre os dias 22 e 31 março. A disputa foi retomada no dia 1º de abril, restando agora três rodadas para o encerramento da primeira fase.

Em seguida, mais quatro datas estão reservadas para as disputas da semifinal, final e do Troféu Inconfidência, disputado entre as equipes que terminarem a fase de classificação entre a quinta e a oitava posição. 

Pedido

Adriano Aro revelou que a Federação requisitou a documentação que embasa o pedido e recomendação de paralisação do Campeonato Mineiro e qualquer outra atividade esportiva no estado.

“Precisamos ter acesso a esse documento que embasa a manifestação do Ministério Público, justamente para averiguar se há alguma informação nova, se há dados divergentes que apontem caminho para outra conduta a ser adotada. A Federação Mineira tem todo o interesse em ter acesso a esse material para que ela possa, de maneira consciente e prudente, adotar a decisão que seja a melhor para o futebol e toda a sociedade”, disse o dirigente.

,Por fim, Aro também reforçou o posicionamento contrário da Federação à paralisação, afirmando que a entidade segue todas as exingencias do Estado e das prefeituras. 

“Existem vários fatores envolvidos, além da questão sanitária. Temos uma questão logística, de calendário e a financeira dos clubes que não suportam mais essas inúmeras paralisações”.