O 14 de dezembro de 2011 é quase uma data de nascimento do treinador Jorge Sampaoli, um rebelde da bola, como define Cristopher Antúnez, autor do livro “2011: La Historia de un Equipo Rebelde. Com uma goleada por 3 a 0 sobre a LDU, do Equador, no Estádio Nacional, em Santiago, a Universidad de Chile, comandada por ele, conquistou o primeiro título internacional da sua história, a Copa Sul-Americana.

Com um gol do meia Lorenzetti e dois do craque da competição Eduardo Vargas, de 24 anos, que foi também o artilheiro do torneio, com 11 gols, sendo logo depois vendido ao Napoli, da Itália, por US$ 17,5 milhões, maior negociação do futebol chileno até então, La U, além da maior conquista da sua história, “revelava” um dos seguidores de Marcelo Bielsa, Jorge Alberto Sampaoli, que sem dúvida pode também ser chamado de “El Loco”, assim como seu guru.

Leia mais:
Carência de grandes títulos vira marca depois de 2015: Jorge Sampaoli só venceu o mineiro 2020
Sampaoli: Brilho na Copa de 2014 e título inédito para a seleção chilena
Sem comando e prestígio com o grupo, Sampaoli fracassou ao comandar a Seleção da Argentina
Jorge Sampaoli: Deus na La U, campeão e polêmico na seleção chilena

Pode-se dizer que Sampaoli ganhou a tríplice coroa em 2011, pois em junho tinha vencido o Torneio Apertura do Campeonato Chileno, numa decisão contra a Universidad Católica, que tinha como destaque o ex-atleticano Lucas Pratto, e logo após levantar a Sul-Americana, La U faturou o Torneio Clausura, batendo na decisão o Cobreloa.

Quase uma década depois, reconhecido como um dos principais treinadores sul-americanos, sonho de consumo de vários clubes, o desafio do argentino de 60 anos, nascido em Casilda, que comanda o Atlético e aparece como prioridade do Olympique de Marselha, da França, é voltar a levantar taças após a mudança de patamar que alcançou com o brilho no futebol chileno.

Cenário 
A chegada a La U, em 15 de dezembro de 2010, foi para substituir o uruguaio Gerardo Pelusso, que tinha levado a equipe às semifinais da Libertadores de 2010, caindo diante do Chivas Guadalajara, do México, que na final foi derrotado pelo Internacional.

Este time que fez boa campanha na Libertadores tinha perdido logo após a competição sua principal peça, o meia argentino Montillo, contratado pelo Cruzeiro, em julho de 2010, por US$ 3,5 milhões.

Logo após a chegada de Sampaoli ao clube, outra baixa importante, o zagueiro uruguaio Victorino, que disputou a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, pela Celeste, e que também se transferiu para a Toca da Raposa II, comprado por US$ 2 milhões.

Diante desse quadro, a matéria do jornal La Tercera, de Santiago, destaca qual era o desafio de Sampaoli. “A missão do novo treinador é estruturar uma nova equipe, aproveitar os valores jovens do clube e devolver a La U ao destaque internacional”, registrava o periódico.

E a tarefa foi cumprida com resultado muito acima da expectativa. Além da tríplice coroa de 2011, o treinador seguiu brilhando. E venceu o Torneio Apertura do Campeonato Chileno de 2012. Isso aconteceu pouco depois de ele ser cotado para substituir Vágner Mancini no Cruzeiro, negociação que não evoluiu.