Pressionado pelo péssimo momento do Cruzeiro dentro e fora de campo, o presidente Sérgio Santos Rodrigues se manifestou nesta quinta-feira (14).

Um dia após ver a crise aumentar com a derrota para o Oeste, lanterna e virtual rebaixado à Série C, o mandatário da Raposa comentou sobre algumas situações que fazem parte do conturbado cenário atual do clube estrelado.

Além da crise técnica, refletida com a 14ª posição no Brasileiro, a principal preocupação no Cruzeiro vem sendo a questão econômica.

Atualmente, o clube está com mais de dois meses e meio de atraso na folha salarial (do futebol e do administrativo), além de outras pendências trabalhistas.

Nesse caso, a venda do lateral-direito Orejuela ao Grêmio, clube em que estava emprestado até o dia 31 de dezembro de 2020, poderia gerar quase R$20 milhões.

Entretanto, após as tratativas se encaminharem para a efetivação da negociação,  não houve desfecho, com a Raposa perdendo uma receita essencial para este momento.

Em entrevista à rádio Itatiaia, Sérgio Santos Rodrigues deu sua versão sobre o caso.

“Simplesmente o Grêmio tinha que exercer (direito de compra). Eu fiz um acordo com eles. Se eles me dessem a carta (de interesse de compra) antes e a gente conseguisse antecipar (o pagamento com alguma instituição bancária) eu daria um desconto. A gente não conseguiu antecipar. Chegou no momento, eles queriam esse desconto. A gente falou que não concordava. Se eles fossem exercer o valor integral... Acabou que eles optaram por não fazer. O jogador retornou, temos outras propostas por ele e vamos trabalhar nelas”, disse o dirigente.

Enquanto se aguarda a definição do imbróglio, Orejuela se apresentou na Toca da Raposa II, dando continuidade ao tratamento de uma lesão muscular na coxa esquerda.

Dedé

Outro assunto comentado pelo mandatário na entrevista foi a ação proposta pelo zagueiro Dedé na Justiça.

No dia 4 de janeiro, o defensor, que não atua desde 2019, em razão de uma lesão no joelho esquerdo, acionou o clube estrelado, pedindo mais de R$35 milhões, correspondentes a verbas trabalhistas.

O jogador teve o pedido de rescisão indireta indeferido, e o procedimento segue em trâmite na Justiça do Trabalho.

“Sobre o Dedé, nunca estive com ele, cheguei depois que ele já estava no Rio. Foi feita reunião com os dois empresários, sim, a gente já tem conversado, é complicada a situação. Essa atitude que ele tomou. Já estamos buscando contato com empresários dele, para resolver a situação. Tem audiência marcada, mas vamos ver se resolvemos isso antes”, completou o presidente da Raposa.