Em meados da década de 90, aconteceu uma das maiores trocas de jogadores da história do Cruzeiro. Enquanto o clube celeste cedeu ao São Paulo o meia Belletti e o lateral-esquerdo Serginho, o tricolor enviou para a Toca o lateral-direito Vitor, o zagueiro Gilmar e os volantes Donizete Oliveira, Aílton e Palhinha. Este último, se tornou o cérebro de uma equipe que viria calar o Brasil em 1996 e conquistar a América no ano seguinte.

Jorge Ferreira da Silva nasceu em Carangola (MG) em 14 de dezembro de 1967 e ganhou notoriedade atuando pela Raposa. Em 1996, ficou marcado por orquestrar o Cruzeiro que, na Copa do Brasil, superou Juventus (AC), Vasco, Corinthians e Flamengo antes da finalíssima contra o Palmeiras, considerado uma “seleção”. Só que os celestes calaram o alviverde no Palestra Itália.

Após a decisão, euforia, emoção e uma declaração: “A torcida do Cruzeiro merece tudo”.

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Em 1997, Palhinha e a Raposa reinaram na Libertadores. E olha que o início não foi dos melhores: três derrotas. Depois, tudo azul. Três vitórias nos três últimos duelos da fase de grupos. Aí vieram triunfos em todos os mata-matas, contra El Nacional, Grêmio, Colo-Colo e Sporting Cristal, e mais um título na conta.

Além disso, Palhinha abocanhou os Estaduais de 1996 e 1997. Em todos esses torneios, o meia desfilou talento, destilou passes açucarados, levou desespero aos adversários e cravou um lugar na galeria de craques da história do clube.

A passagem pelos celestes foi curta – 76 partidas e 26 gols – mas marcante.

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A FICHA DO CRAQUE

NOME: Jorge Ferreira da Silva
NASCIMENTO: 14 de dezembro de 1967
LOCAL: Carangola (MG)
ESTREIA NO CRUZEIRO: Juventus-AC 1x1 Cruzeiro, em 13 de março de 1996, pela Copa do Brasil
PERÍODO NO CRUZEIRO: 1996 a 1997
GOLS: 26
JOGOS: 76
TÍTULOS: Campeonato Mineiro (1996 e 1997), Copa do Brasil (1996) e Libertadores (1997)
PELA SELEÇÃO BRASILEIRA
ESTREIA -
Brasil 5 x 0 México - Torneio da Amizade - Coliseu (Los Angeles/EUA)
GOLS: 5
JOGOS: 16