Em quase três anos de Cruzeiro, foram 143 jogos, 14 gols, quatro títulos e uma grande identificação com a camisa celeste.

Quase um mês após deixar a Toca da Raposa II rumo ao Coritiba, Rafinha acompanha de longe a crise política, administrativa e técnica que o clube atravessa nos últimos dias.

Além de denúncias de falsificação de documento particular, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro na Raposa, divulgadas no programa Fantástico, da TV Globo, há 10 dias, dentro de campo, o time amarga um jejum de seis jogos sem vencer.

O tempo de casa fez com que o meia estreitasse a relação com vários jogadores que permanecem no elenco estrelado.

Após o empate em 1 a 1 com o América, na última segunda-feira (3), no Independência, Rafinha revelou que tem conversado com ex-companheiros em meio a esse momento de instabilidade que o time atravessa.

“Há uma chateação grande (por parte dos jogadores). Fiz grandes amigos, mas tenho mais contato com o Thiago Neves, com o Edilson, Egídio, Rafael, e estávamos acostumados, passei três anos de vitórias aqui, de um ambiente bom, mais tranquilo. Por coincidência, assim que aconteceu a minha saída houve esse mês de derrotas, de turbulência”.

O camisa 7 do Coxa ainda deu mais detalhes do abatimento dos amigos, mas mostrou confiança na recuperação do Cruzeiro na temporada.

“Eu que estou voltando ao Coritiba, estou com uma empolgação grande em voltar para a minha casa, para o clube que eu gosto, e, às vezes, nas ligações é eu um pouco feliz e o pessoal preocupado. Algumas brincadeiras que estamos acostumados a fazer, a gente até deixou um pouco de lado. Mas vamos esperar quarta, depois de uma vitória, ai eu ligo para eles, e começamos a brincar de novo”.

Preocupação

Questionado sobre os imbróglios envolvendo os dirigentes da Raposa, Rafinha evitou comentar as polêmicas e indicou qual a sua maior preocupação no momento.

“Eu procurei ficar um pouco de fora desses acontecimentos em relação à diretoria. Eu procuro sempre conversar com os jogadores, minha preocupação maior é porque o clube não está vencendo. Eu fiz grandes amigos, quero sempre que o Cruzeiro vença os jogos, e procurei ficar mais preocupado com esse lado dentro de campo. Quando o time não está vencendo, sabemos que as famílias (dos jogadores) sofrem bastante. Em relação à diretoria, só eles que podem resolver o problema deles”.

Com Rafinha na torcida, o Cruzeiro enfrenta o Fluminense, nesta quarta-feira (5), às 19h15, no Mineirão, pelo jogo de volta das oitavas de final da Copa do Brasil.

Como o primeiro jogo terminou empatado em 1 a 1, no Maracanã, uma vitória por qualquer placar garante o time comandado pelo técnico Mano Menezes nas quartas de final do torneio.

Um novo empate leva a decisão para os pênaltis. Importante lembrar que na Copa do Brasil o gol marcado como visitante não é mais critério de desempate.