A 177 dias do início dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, o surto de Zika Vírus no Brasil é o primeiro adversário que vem tirando o sono dos competidores.

“Se eu tivesse que fazer uma escolha hoje, eu não iria (para o Rio). Não correria o risco de ter uma criança sem saúde”, disse a goleira Hope Solo, da seleção de futebol feminino dos EUA, que inicia nesta quarta (10) a disputa do torneio pré-olímpico.

Segundo ela, os esportistas precisam encontrar um ambiente de tranquilidade para competir e não podem conviver com tal risco. “Nenhum atleta competindo deveria encarar esse problema”, concluiu.

Após especulações, o Comitê Olímpico do Quênia garantiu nessa terça (9) que o país segue o planejamento normal para disputar os Jogos do Rio, em agosto, mas segue monitorando o surto do vírus no Brasil. O chefe da delegação do Quênia, Stephen Arap Soi, disse que “ainda é muito cedo” para qualquer conversa sobre uma eventual decisão de não ir para a Olimpíada. Ele negou notícias que circularam na segunda (8) informando que o Quênia pretendia não participar da Rio-2016. De acordo com ele, comentários feitos anteriormente pelo presidente do Comitê Olímpico do país, Kip Keino, foram “tirados de contexto”.

Por outro lado, o armador Tony Parker, uma das estrelas do San Antonio Spurs (NBA) e principal nome da seleção francesa de basquete voltou atrás e confirmou a presença nos Jogos. A presença nas Olimpíadas era incerta, devido ao nascimento do filho do atleta, previsto para julho.

O jogador havia dito anteriormente que não sabia se viria ao Brasil. Agora, o francês parece ter mudado de opinião, e está convencido de que a melhor decisão é brigar pela medalha olímpica. “Eu disputarei os Jogos Olímpicos, caso a França se classifique”, garantiu.