Um pedaço de borracha sintética impermeável na mão (neoprene) e uma ideia na cabeça. A empresa canadense Dryworld é criação de dois ex-atletas de rúgbi cansados de encharcar o pé em partidas chuvosas. Através de um financiamento coletivo, eles criaram a primeira linha de calçados. Mas a “empresa de garagem” rompeu fronteiras e, após cinco anos, chega ao Brasil com ambição avassaladora, tendo o Atlético como carro-chefe.

Prova disso é que a empresa substituirá duas gigantes no fornecimento de material esportivo. Além de ficar no lugar da Puma no kit alvinegro, será a sucessora da Adidas no Fluminense.

“O Atlético é uma equipe que é exemplo mundial de desempenho e valores, algo que encaixa nos principais padrões que aDryworld estabelece. Para nós e o Atlético, o céu é o limite”, afirma o presidente da companhia, Cláudio Escobar, ao Hoje em Dia.

Não é a primeira vez que o Galo assina com um fabricante de pouca tradição na confecção de materiais de futebol. Em 2013, o clube levantou a taça da Libertadores usando Lupo, numa demonstração de que o dinheiro supera a grife.

“O acordo foi um ajuste natural entre as organizações, já que ambas mantém as metas de ‘sonhar, desafiar e proferir’ (slogan traduzido da empresa)”, acrescenta Escobar.

Por falar na Lupo, a Dryworld usará a mesma fábrica têxtil para costurar os uniformes: a paranaense Rocamp. Sobre a “terceirização” dos métodos de produção, Escobar explicou a estratégia. “Nosso compromisso com uma fábrica no Brasil é porque estamos aqui para ficar, respeitando as diferenças culturais e complementando com mais inovação.

O contrato entre as partes será de dois anos, com cláusula de renovação por mais três temporadas. Serão R$ 20 milhões/ano. A Dryworld também estará nas camisas do Goiás. A estreia no Galo será contra o Melgar, dia 17 de fevereiro, pela Libertadores. Nos Esmeraldinos, a Dryworld entra em campo neste domingo (31). No Flu, não há previsão.

Aguirre pede Nilmar e Rafael Moura

O Atlético perdeu Jemerson e não terá o atacante André, negociado com o Corinthians. Nessa sexta (29), avançou bastante a saída do meia Giovanni Augusto, também para o Timão. Segundo o próprio jogador, a chance de o negócio ser fechado é de 95% O presidente Daniel Nepomuceno disse que irá atrás de reforços “feito um louco”.

O técnico Diego Aguirre, por sua vez, indiciou dois ex-comandados para reforçar o Galo na Libertadores: Nilmar e Rafael Moura. A primeira opção é mais complicada. Em boa fase no Al Nasr (Emirados Árabes), Nilmar teria de ser alvo de grande investimento, principalmente nos salários, pois tem pretensões na casa dos R$ 400 mil. Moura, por sua vez, ainda precisa superar problemas crônico nos pés. Ele se recupera de cirurgia no pé direito desde novembro.