O ex-presidente da Conmebol Eugenio Figueredo desembarcou nesta quinta-feira em Montevidéu, no Uruguai, extraditado da Suíça depois de ter sido preso por envolvimento no escândalo de corrupção que manchou o futebol em 2015. O ex-dirigente mal chegou ao seu país natal e já foi imediatamente encaminhado a um tribunal para prestar depoimento.

Figueredo entrou no tribunal sem fazer declarações. Sua advogada, Karen Pintos, disse à imprensa que seu cliente "vem em um estado de saúde delicado e não se pode esquecer de sua idade, 83 anos, e que chega depois de uma viagem de muitas horas".

Karen ainda manifestou que caso seu cliente seja enviado à prisão, pedirá que tenha o benefício da prisão domiciliar, justamente em virtude da idade avançada e dos problemas de saúde. Mas o promotor de crime organizado Juan Gómez adiantou que pedirá à juíza Adriana de los Santos que decrete a detenção de Figueredo pelos crimes de fraude e lavagem de dinheiro.

Figueredo conseguiu ser extraditado ao Uruguai, como desejava, ao invés dos Estados Unidos, que foi quem comandou a operação executada na Suíça. O Ministério da Justiça suíço entendeu que em seu país natal o ex-dirigente poderia ser julgado por outros crimes, que não seriam considerados nos EUA.

Em uma tentativa de impedir que Figueredo fosse enviado a Nova York, autoridades uruguaias pediram aos suíços sua extradição ao país, alegando que também o investigam por corrupção.

No dia 17 de setembro, os suíços já haviam autorizado a extradição do uruguaio para Nova York, mas Figueredo entrou com um recurso. Semanas depois, foram as autoridades de Montevidéu que pediram sua extradição. O uruguaio, durante o processo, chegou a entrar com um recurso pedindo para esperar pelo processo em prisão domiciliar. Os suíços rejeitaram.